Fotógrafa alega ter tido os braços quebrados após briga com o namorado em Vitória

Polícia

Fotógrafa alega ter tido os braços quebrados após briga com o namorado em Vitória

O resultado da briga foi um braço engessado e o outro enfaixado com uma tala. No olho, um roxo. E na mão esquerda, a última lembrança de um amor, a aliança de noivado

Após a suposta briga, um braço ficou quebrado e o outro precisou ser enfaixado Foto: Reprodução/TV Vitória

Uma fotógrafa de 23 anos alega ter dito os dois braços quebrados pelo namorado após uma briga por causa de uma ligação de celular. A delegada que investiga o caso, Arminda Rosa da Silva, pediu medida protetiva contra o rapaz. Já o namorado nega a agressão e diz que é perseguido pela ex-namorada.

O resultado da briga foi um braço engessado e o outro enfaixado com uma tala. No olho, um roxo. E na mão esquerda, a última lembrança de um amor, a aliança de noivado. A fotógrafa de 23 anos prefere não mostrar o rosto mas, ainda abalada, conta como teria sido agredida pelo noivo, um cinegrafista de 27 anos. Segundo a jovem, ele teria se irritado por causa de uma chamada no celular.

“Nós estávamos deitados em casa assistindo um filme e meu telefone tocou. Era uma amiga e toda vez que a gente se fala, a gente fica horas no telefone. Eu não quis atender. Ela continuou ligando e ele ficou irritado e quebrou o telefone, me jogou na parede e começou a chutar. Depois ele me arrastou na escada e os vizinhos chegaram e apartaram”, conta a fotógrafa.

A fotógrafa quebrou o pulso direito e teve o cotovelo esquerdo trincado. A agressão teria acontecido na última quinta-feira (23) na casa do cinegrafista. A vítima diz que a violência só não foi maior porque vizinhos apareceram. “Acredito que se não fossem os vizinhos, ele teria me matado. Ele estava bem descontrolado”, completa a vítima.

O casal namorava há um ano e meio e estava morando junto há sete meses. Segundo a jovem, o rapaz não tinha comportamento agressivo. Para a fotógrafa, a violência foi uma surpresa que ela não vai esquecer. “Ele realmente destruiu a minha vida em um dia. Eu quero Justiça e para isso estou correndo atrás” relata.

A jovem registrou um boletim de ocorrência e a delegada que investiga o caso pediu uma medida protetiva de afastamento contra o cinegrafista. Como ele não foi encontrado, não houve flagrante e nem prisão. “Já foi instaurado um inquérito policial, estamos aguardando o laudo pericial e quando sair vamos intimar o cidadão para o ouvi-lo”, afirma a delegada à frente do caso, Arminda Rosa da Silva.

O suspeito da agressão não foi intimado mas já se posicionou sobre a denúncia da ex-namorada. O rapaz conversou com a equipe de reportagem da TV Vitória e negou todas as acusações. Segundo a versão do cinegrafista, eles já estavam separados e no dia da suposta agressão, a jovem teria invadido a casa dele e os dois teriam brigado.

Segundo o cinegrafista, a discussão começou porque ela não aceita o fim do relacionamento. O jovem se diz perseguido pela ex e também registrou dois boletins de ocorrência contra ela: um por calúnia e difamação e outro por ameaça. Orientado pela advogada, ele não gravou entrevista.

“Não houve essa agressão. Não houve em hipótese alguma o que foi alegado. Não houve sequer a intenção de agredir. Nós estamos preparando uma defesa com as provas que ele tem nos indicado. Após conseguirmos provar a inocência, vamos tomar as medidas judiciais cabíveis que pode chegar até uma indenização por parte dela ao meu cliente por tudo o que ela tem feito”, diz a advogada do rapaz, Sharlene Azarias.