Preso na BA suspeito de engravidar sobrinha com paralisia cerebral no ES

Polícia

Preso na BA suspeito de engravidar sobrinha com paralisia cerebral no ES

No final de 2011, quando foi descoberta a gravidez, o pai foi o principal suspeito. Mas um exame de DNA, feito com material genético do feto e de filhos do suspeito, descartou a hipótese

Depois de quase quatro anos foragido, um capixaba foi preso suspeito de estuprar e engravidar a própria sobrinha, que tem paralisia cerebral. O suspeito, de 43 anos, foi preso por policiais do Grupo de Operações Táticas, na Bahia.

Não houve resistência do suspeito por conta da tática  Foto: TV Vitória

“Tinha uma certa dificuldade porque o elemento se deslocava muito. O cidadão tem um deslocamento diário. Nós ficamos quase 48 horas para localizá-lo. Teve um feriado na semana, o que prejudicou um pouco uma melhor localização. No momento da abordagem, ele se deslocou para outro município, o que trouxe mais transtorno. Na estrada localizamos o veículo e, posteriormente, escolhemos um ponto mais seguro, onde foi feito a abordagem”, conta o delegado Fabrício Dutra.

Ainda de acordo com o delegado, não houve resistência do suspeito.

A jovem tinha 19 anos quando sofreu os abusos do tio. Na época, o caso foi investigado pela Delegacia Especializada da Mulher da Serra.

“Trata-se de um estupro de uma vítima vulnerável, maior de idade, mas portadora de necessidades físicas que, em estado acamado permanente, ficava aos cuidados do pai. A mãe, em uma visita, percebeu que o ventre da filha estava muito avolumado e que ela não se sentia bem, demonstrava um incomodo. Quando ela levou ao médico, foi uma surpresa porque a vítima estava grávida”, explicou a delegada Susane Parente Ferreira. 

No final de 2011, quando foi descoberta a gravidez da jovem, o pai foi o principal suspeito. Mas um exame de DNA, feito com material genético do feto e de filhos do suspeito, descartou a hipótese. A partir daí, a polícia descobriu que quem cometia os abusos era o tio da vítima, que ficou foragido por quatro anos.

“A primeira suspeita recaiu sobre o pai ou irmão. Só que um tio tinha passado um período com a família procurando um emprego. Sabendo da gravidez, ele fugiu. Feita a coleta de declarações de todas as pessoas que conheciam essa família, solicitadas as perícias de DNA com todos que tinham contato com a vítima, foi constatado que o tio era autor desse estupro”, afirmou a delegada.

Segundo Ferreira, mesmo com o exame de DNA com o resultado positivo e a decisão da Justiça, o suspeito nega ter cometido abuso.

A Polícia Civil informou que a jovem teve uma gravidez de risco. Ela não chegou a completar os nove meses de gestação e precisou passar por um parto de urgência, mas o feto nasceu morto.