Professor é preso suspeito de abusar sexualmente de aluna de 10 anos na Serra

Polícia

Professor é preso suspeito de abusar sexualmente de aluna de 10 anos na Serra

Segundo a polícia, o crime aconteceu no dia 27 de setembro, dentro da própria escola. Assim que soube do ocorrido, a direção da unidade exonerou o suspeito e o denunciou à polícia

Suspeito foi preso próximo à casa dele, na última sexta-feira, e negou o crime Foto: TV Vitória

Um professor de matemática, de 61 anos, foi preso na Serra, suspeito de ter abusado sexualmente de uma aluna, de apenas 10 anos. O crime teria acontecido dentro de uma escola municipal da Serra, no final de setembro. O suspeito foi exonerado e denunciado à polícia pela própria direção da unidade de ensino.

O professor, que dava aula para alunos da 4ª série do ensino fundamental, foi preso por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), nas proximidades da casa dele, na região da Grande Jacaraípe. A prisão aconteceu na última sexta-feira (21), mas o suspeito só foi apresentado pela polícia nesta quinta-feira (27).

De acordo com as investigações da DPCA, o crime aconteceu dentro de sala de aula, no dia 27 de setembro. O professor teria acariciado as partes íntimas da criança e ainda colocado um bilhete dentro da mochila da menina, com o endereço de seu e-mail.

"Essa criança foi chamada pelo professor à frente da sala. Próximo à mesa, ele teria passado a acariciar as regiões íntimas dessa criança, sobretudo as nádegas. Isso foi flagrado por duas servidoras da própria escola, que já tinham uma desconfiança do comportamento desse professor. Além do fato delas terem flagrado esse professor acariciando as partes íntimas da jovem, elas notaram que ele depositou no interior da mochila da jovem um bilhete contendo o e-mail desse professor", ressaltou o titular da DPCA, delegado Lorenzo Pazolini.

Investigações foram conduzidas pela DPCA Foto: TV Vitória

Assim que soube do estupro, a direção da instituição exonerou o professor e o denunciou para a polícia, que iniciou as investigações. "A escola imediatamente demitiu esse professor e nos comunicou dos fatos, produzindo um relatório robusto, que permitiu até mesmo a prisão desse professor", disse o delegado.

Ainda segundo a polícia, no momento em que foi preso, o suspeito não reagiu. Ele foi levado para a DPCA, onde prestou depoimento e negou ter cometido o abuso. 

"Não tenho [nada a ver com isso]. Tenho 61 anos, sou formado em pedagogia, tenho cinco pós-graduações. Eu vejo isso na mídia direto e vou cometer um crime bárbaro desse? [Fui preso] por causa da declaração de uma pessoa que não viu nada. Falou que viu uma coisa, mas não viu. Eu estava dando aula, estava com quase 30 alunos dentro da sala e vou fazer um negócio desse?", declarou.

Sobre o bilhete encontrado na mochila da criança, o professor disse que a letra não é dele. "A assinatura não é minha. Eu vi ela ontem [quinta-feira] com meu advogado e não é minha letra. Agora vou esperar pela justiça. Meus advogados estão correndo em cima, vou rever essa situação, provar minha inocência e quem fez isso vai ter que pagar na justiça", afirmou.

Apesar das declarações do professor, Lorenzo Pazolini garante que a polícia tem elementos suficientes que comprovam a autoria do crime. "Ele alega que os fatos não teriam ocorrido, que tudo seria um mal entendido. Mas nós temos o relato de duas testemunhas, o relato da própria criança e sobretudo o fato que ele não explica porque ele depositaria esse bilhete no interior da mochila da vítima. Além disso, temos uma série de desconfianças anteriores em relação ao comportamento desse professor. Ele não frequentava a sala dos professores nos intervalos das aulas, ou seja, durante o recreio só ficava junto com os alunos. Isso chamou a atenção das duas servidoras, que passaram a observar o comportamento do professor", disse o delegado.

Ainda segundo Pazolini, o professor foi autuado por estupro de vulnerável e pode pegar de 8 a 15 anos de prisão. "Foi dado o cumprimento de mandado de prisão temporária. Ele está respondendo agora ao inquérito policial e nós vamos representar pela decretação da prisão preventiva do mesmo, para que, durante toda a instrução penal, ele permaneça preso", ressaltou.