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Polícia Civil conclui que engenheiro vendeu droga em rave em Guarapari

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Polícia Civil conclui que engenheiro vendeu droga em rave em Guarapari

Investigação do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil concluiu que Filippe Siqueira era o responsável por comercializar dose potencializada de ecstasy durante festa rave em outubro deste ano

Foto: Reprodução/Instagram

A droga que levou três jovens para o hospital e causou a morte de um deles, após uma festa rave, ocorrida no final de outubro, em Guarapari, foi fornecida pelo engenheiro mecânico Filippe Siqueira Khroling, 24 anos. É o que concluiu o inquérito do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc) e concluído nesta segunda-feira (12). 

A suspeita inicial era de que a substância usada pelos jovens teria sido a droga mexicana conhecida como mescalina. Porém, durante a investigação, a substância foi identificada pela Polícia Civil como uma dose potencializada de ecstasy. 

"Nós identificamos durante perícia técnica que a substância não se tratava de mescalina, mas sim outra substância ou outra dose maior de ecstasy", afirmou o delegado Diego Bermond, da Denarc. 

Ainda de acordo com as investigações, Filippe levou as substâncias para a festa rave com a intenção de vender para os participantes. "Nós temos a confirmação dos jovens que sobreviveram e também há outros elementos de informação que comprovam que Filippe foi a pessoa que comercializou o entorpecente". 

Filippe acabou morrendo em decorrência do uso da droga, após ficar internado por oito dias no Hospital Antônio Bezerra de Faria (HABF), em Vila Velha. Os outros dois jovens que também passaram mal ao consumir a droga, receberam alta cinco dias depois de darem entrada no hospital Antônio Bezerra de Farias, em Vila Velha, com um caso grave de intoxicação.

Com informações de André Vinicius e Mayra Bandeira.

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Compra por aplicativo de mensagens

Um dos jovens que precisaram ser hospitalizados após fazer uso de uma mistura de drogas durante uma festa rave na região de Praia Doce, em Guarapari, revelou em depoimento na Denarc que adquiriu três cápsulas com a mistura das drogas poucos dias antes da festa. A negociação, segundo o rapaz, aconteceu por meio de um aplicativo de mensagem.

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Ele disse que pagou cerca de R$ 140 pela droga e pegou o material dentro da festa rave. Segundo o universitário, cerca de 20 minutos depois de consumir apenas uma cápsula, ele passou mal, começou a sentir falta de ar e desmaiou.

O jovem foi levado para o hospital, de onde só recebeu alta dias depois. Ele contou que não se lembra de mais nada depois de consumir a droga.