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De janeiro a outubro, 28 mulheres foram mortas por companheiros no Espírito Santo

Polícia

De janeiro a outubro, 28 mulheres foram mortas por companheiros no Espírito Santo

Somente no primeiro semestre, a Justiça expediu 4 mil medidas protetivas

Foto: Divulgação / Pexel

De janeiro a outubro deste ano, 28 mulheres foram assassinadas por homens com quem mantinham relacionamento ou mantiveram em alguma época da vida, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp). Só no primeiro semestre, a Justiça expediu mais de 4 mil medidas protetivas no Espírito Santo.

O feminicídio passou a ser contabilizado no Espírito Santo em 2016. Com base nos boletins de ocorrências, foi possível traçar um perfil das vítimas. O mês de dezembro mal começou e duas mulheres já foram mortas pelos companheiros no Estado.

A estudante de Enfermagem Cristina Melo do Rosário, de 32 anos, foi assassinada no último domingo (01) com golpes de faca na madrugada de domingo, na frente das filhas, pelo próprio marido, o servidor público Eduardo Cruz. O feminicídio aconteceu após 10 anos de relacionamento.

Cristina tinha três filhas, sendo duas do casamento com o servidor público. A morte da estudante de Enfermagem guarda uma triste coincidência: em janeiro, outra mulher chamada Cristina perdeu a vida pelas mãos do companheiro, identificado como Adriano Moisés Mendes, de 37 anos. Ele foi preso e confessou o crime.

As duas mulheres chamadas Cristina moravam em Cariacica e não se conheciam. Além de dividirem o mesmo nome e morarem no mesmo município, ambas foram executadas pelos companheiros. De acordo com dados da Sesp, o primeiro mês deste ano foi o janeiro mais violento dos últimos três anos para as mulheres capixabas. Foram seis vítimas de feminicídio.

Já em dezembro, além de Cristina do Rosário, outra mulher foi morte pelo companheiro. Huanna Pereira Rody Bastos Fardim, de 33 anos, foi assassinada em Cachoeiro de Itapemirim. Segundo a polícia, o crime foi cometido com golpes de faca pelo marido, Charles Nery, de 32 anos, preso logo após a ação.

Segundo o Anuário de Segurança Pública, que registra dados nacionais, a maioria das vítimas de feminicídio é negra (61%) e tem entre 30 e 39 anos (29,8%) e baixa escolaridade (70,7% só tinham até o ensino fundamental). 

Em novembro, o Senado aprovou uma proposta de emenda à Constituição Federal que pretende tornar imprescritível o crime de feminicídio. Atualmente, o tempo de prescrição varia de acordo com o período da pena, que é diferente em cada caso. A decisão foi celebrada pela comissão que defende as mulheres no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJEES).

*Com informações da repórter Suellen Araújo, da TV Vitória/Record TV