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Casal é detido com R$ 190 mil para suposta compra de votos no Sul do ES

Polícia

Casal é detido com R$ 190 mil para suposta compra de votos no Sul do ES

Os valores eram entregues em quantias menores aos cabos eleitorais, normalmente ligados a lideranças comunitárias, para compra de votos em favor do candidato a deputado estadual

Dinheiro apreendido com o casal Foto: Divulgação/PF

Um casal foi detido com aproximadamente R$ 190 mil para uma suposta compra de votos na manhã deste domingo (05), em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo.

De acordo com informações da Polícia Federal, a prisão do casal aconteceu durante a “Operação Mercancia”. As investigações começaram na última semana, a partir da denúncia de que um primo de um político local estaria com o dinheiro para comprar o voto dos eleitores para um deputado estadual de Cachoeiro de Itapemirim.
 
Durante a semana, agentes da Polícia Federal acompanharam a movimentação dos participantes do esquema no município e encontraram indícios de que o dinheiro estaria guardado na residência do suspeito.

Os valores eram entregues em quantias menores aos cabos eleitorais, normalmente ligados a lideranças comunitárias, para compra de votos em favor do candidato a deputado. Cada eleitor receberia em torno de R$ 200 para dar seu voto e obter o voto de familiares, o que garantiria mais de mil votos a favor do candidato beneficiado pelo esquema.
 
O delegado de Polícia Federal responsável pela investigação encaminhou uma representação à Justiça Eleitoral de Itapemirim (ES) para que fosse feita a busca e apreensão na residência do suspeito. 

A maior parte do dinheiro, cerca de R$ 170 mil, foi encontrada em um cofre escondido no quarto de um dos filhos do casal, após o suspeito ter dito aos policiais que não havia nenhum cofre nem mais dinheiro, além do que foi encontrado no carro e cerca de R$ 15 mil que estavam em outros locais da residência. 

Segundo a polícia, o casal foi preso em flagrante delito pelo crime de captação ilícita de sufrágio, crime cuja pena pode chegar a quatro anos de reclusão. Os presos foram liberados após o pagamento de fiança no valor de 20 salários mínimos.