Policial preso pretendia vender por R$ 25 mil metralhadora furtada em delegacia

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Policial preso pretendia vender por R$ 25 mil metralhadora furtada em delegacia

A informação é da chefe da Polícia Civil, Gracimeri Gaviorno. Paulo Vitor Alves de Jesus foi preso na quarta-feira, em Cariacica, com a arma dentro do carro

Paulo Vitor foi detido e levado para o Quartel da PM Foto: Reprodução

O soldado da Polícia Militar, Paulo Vitor Alves de Jesus, preso na quarta-feira (10) com uma metralhadora ponto 40, furtada da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) na última segunda-feira, pretendia vender a arma pelo valor de R$ 25 mil. A informação é da chefe da Polícia Civil do Espírito Santo, delegada Gracimeri Gaviorno.

A arma - que possui a sigla PCES, da Polícia Civil do Espirito Santo, além dos símbolos do Governo do Estado e da polícia - estava dentro do carro do policial. Ele foi abordado nas proximidades do Terminal de Campo Grande, em Cariacica, e levado para a Delegacia Patrimonial, onde passou a tarde prestando depoimento. 

Em seguida, ele saiu algemado da delegacia. Por ser policial militar, o suspeito foi levado para o Quartel da Polícia Militar, em Maruípe, Vitória. 

O suspeito preso ingressou na PM na última turma. Ele era recruta e estava nas ruas desde janeiro. Paulo Vitor estava lotado na 1ª Companhia do 1º Batalhão, na Ilha de Santa Maria, também na capital. 

Segundo a Corregedoria da Polícia Militar, o suspeito vai responder a um processo administrativo de rito ordinário, que tem um prazo de 60 dias para ser concluído. De acordo com o corregedor da PM, Coronel Hilton Borges, só depois da avaliação será possível saber se ele tem condições ou não de permanecer nos quadros da instituição. "Esse processo administrativo visa justamente não a aplicação de um simples corretivo, mas sim a punição demissionária", destacou.

O corregedor negou ainda a informação de que Paulo Vitor teria sido rejeitado pela PM durante o processo seletivo e só havia ingressado na corporação por meio de uma liminar da Justiça.

"Isso não condiz com a realidade. Não há o registro de nenhuma ação e nenhuma liminar que tenha determinado esse policial estar na corporação. Ele fez o processo seletivo dele normal, concluiu o curso no final de 2014 e tem trabalhado normalmente durante esse período. Lamentavelmente ele já estava sendo alvo de investigações em razão dos fatos ocorridos no 6º Batalhão", afirmou o coronel.