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Funcionária da Ceasa é presa em Vila Velha suspeita de desviar mais de R$ 2 milhões

Polícia

Funcionária da Ceasa é presa em Vila Velha suspeita de desviar mais de R$ 2 milhões

Um depósito de R$ 154 mil feito pela estatal para uma loja de esmaltes foi o estopim para o início das investigações contra Ana Carolina Jardim Machado

Uma funcionária da Ceasa foi presa em casa, nesta sexta-feira (02), em Vila Velha, suspeita de desviar dinheiro da estatal. A polícia acredita que os desvios devem ultrapassar os R$ 2 milhões, calculados até agora. Após ser detida, Ana Carolina Jardim Machado, de 31 anos, confessou o crime.

Um depósito de R$ 154 mil feito pela Ceasa para uma loja que vende esmaltes foi o estopim para o início das investigações contra a servidora. Segundo a polícia, ela é suspeita de desviar dinheiro para a conta da empresa dela, apesar de as atividades econômicas das empresas não estarem relacionadas. 

Ana Carolina trabalhava como gerente financeira há oito anos e estava há 11 na estatal. As investigações ainda apontam que os desvios acontecem desde 2014. De lá para cá, segundo a polícia, o patrimônio da suspeita se multiplicou e acumula compra de imóveis, carros e outros bens.

Ainda de acordo com as investigações, o esquema criminoso era tão sofisticado que a suspeita chegou a produzir uma ação judicial para que a Ceasa depositasse uma indenização para ela. Agora, a polícia investiga se outros funcionários da Ceasa também estão envolvidos nos crimes.

A polícia preferiu não divulgar o rosto da mulher para não atrapalhar as investigações, que continuam. A Justiça expediu um mandado de prisão temporária, que vale por cinco dias. Ana Carolina poderá responder pelos crimes de peculato, que é o desvio de dinheiro público, prevaricação, que é quando um funcionário público deixa de exercer suas funções, falsificação e adulteração de documentos, e lavagem de dinheiro.

*** ERRAMOS - O Folha Vitória errou e informou que a empresa de Ana Carolina que vende esmaltes prestava serviço para a Central de Abastecimento. Na verdade, a empresa não tinha contrato com a Ceasa. Segundo as investigações, Ana Carolina usava o CNPJ da própria empresa para desviar o dinheiro. O alto valor do último depósito R$ 154 mil chamou a atenção da gestão da Ceasa que acionou a polícia e iniciou as investigações.