Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro - Divulgação/PCPR
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro - Divulgação/PCPR

Mais de cem policiais civis deflagraram a Operação “falso 9”, que desarticulou um esquema de estelionato responsável por desviar salários de jogadores do Brasileirão. O valor desviado passa de R$ 1 milhão, sendo que R$ 135 mil foram recuperados e bloqueados preventivamente.

Ao todo, foram cumpridos 33 mandados judiciais, sendo 22 de busca e apreensão, nove de prisão preventiva e dois de prisão temporária, em cinco cidades de quatro estados, nesta terça-feira (24).

Gabigol seria uma das vítimas do esquema

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

De acordo com as investigações, uma das vítimas seria o atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol, atualmente no Cruzeiro. A reportagem tenta contato com a assessoria do atleta e aguarda retorno.

As investigações começaram em janeiro deste ano, após o setor de prevenção à fraude de uma instituição financeira identificar irregularidades em operações de portabilidade salarial de atletas.

Como funcionava o golpe?

Foto: Divulgação/PCPR

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o grupo criminoso abria contas bancárias usando documentos falsos em nome de jogadores. Com isso, solicitava a portabilidade dos salários dos atletas para as contas fraudulentas.

Depois que os valores eram transferidos, o dinheiro era rapidamente movimentado para outras contas ou sacado, dificultando o rastreamento.

Os criminosos utilizaram pessoas físicas e jurídicas para movimentar o dinheiro. Entre os beneficiários já identificados, estão empresas com sede em Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO). Só essas movimentações somaram mais de R$ 287 mil.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em: Almirante Tamandaré (PR). Curitiba (PR), Cuiabá (MT), Lábrea (AM) e em Porto Velho (RO).

Foto: Divulgação/PCPR

Ação conjunta das Polícias Civis

Participaram da operação as Polícias Civis de Rondônia, Paraná, Amazonas e Mato Grosso. Para os responsáveis pela investigação, a operação reforça a importância da integração entre os estados no combate a fraudes digitais.

A criminalidade digital atinge a todos, e a resposta da polícia judiciária é fundamental para proteger a sociedade, afirmou o delegado Thiago Pereira Lima, da Polícia Civil do Paraná.

O nome da operação faz referência à tática do futebol “falso 9”, usada para enganar defesas adversárias, uma analogia ao método usado pelo grupo para se passar por atletas e aplicar os golpes.

*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos

Carlos Raul Rodrigues, estagiário do Folha Vitória
Raul Rodrigues

Repórter

Jornalista em formação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), atuou como estagiário no Jornal Folha Vitória entre 2023 e 2025. Atualmente atua como Produtor dos Jornais Cidade Alerta ES e do Jornal da TV Vitória e Repórter no Jornal Online Folha Vitória.

Jornalista em formação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), atuou como estagiário no Jornal Folha Vitória entre 2023 e 2025. Atualmente atua como Produtor dos Jornais Cidade Alerta ES e do Jornal da TV Vitória e Repórter no Jornal Online Folha Vitória.