
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a morte do cabo da Polícia Militar Mariusom Marianelli Jacintho e indiciou o comerciante Kennedy Thaumaturgo Rocha Júnior por homicídio qualificado por motivo torpe e por meio que impossibilitou a defesa da vítima.
A defesa de Kennedy alegou que ele teria agido em legítima defesa, o que foi desmentido pela investigação. O crime foi no dia 26 de dezembro de 2025.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Cleudes Júnior, pela análise das imagens das câmeras, em nenhum momento a vítima sequer reage às agressões.
“No vídeo dá para ver que em momento algum o policial esboça qualquer tipo de reação, mesmo depois que sofre o primeiro golpe, ele não parte para cima, não faz menção de colocar a mão na cintura em busca de arma, até porque a arma estava dentro do carro. Ele não estava armado no momento da ação”, disse o delegado.

O cabo foi agredido com um cano revestido de concreto. A confusão começou porque Mariusom tinha urinado no chão em um posto de gasolina.
Mariusom foi levado a um hospital da região e depois transferido para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória, onde permaneceu internado até o dia 3 de janeiro, quando morreu.
“O autor tem uma loja em anexo ao posto de combustíveis. A vítima, junto do irmão e da esposa, chegou ao posto com intuito de limpar o para-brisa e ir ao banheiro. A vítima vai para o lado esquerdo e vai a um canto para urinar. Pessoas que estavam em frente a esta loja de roupas começaram a repreendê-lo, inclusive o autor”, narrou o delegado.
Dois dias após as agressões o suspeito se apresentou junto de seu advogado à delegacia e foi preso preventivamente.
Por nota, a defesa de Kennedy afirmou que até o momento não teve acesso ao inquérito, mas que respeita a decisão pelo indiciamento, mesmo divergindo dela.
“Sem prejuízo disso, ratificamos integralmente o posicionamento já tornado público,
reiterando que os fatos ocorreram exatamente conforme narrado por Kennedy, versão que sempre foi apresentada de forma firme, coerente e consistente, amparada
em prova técnica de conteúdo audiovisual regularmente anexada ao inquérito policial, a qual corrobora a sua narrativa e evidencia a verdade dos acontecimentos”, afirmou.
*Com informações do repórter Caio Dias, da TV Vitória/Record