
Passando-se por produtores rurais, investigadores da Polícia Civil prenderam na tarde desta segunda-feira (05) José da Conceição Maia, de 55 anos, acusado de matar a ex-mulher em Fundão. O crime vitimou Rosilda Fátima Barbosa dos Reis, 49 anos, e aconteceu há cerca de dois anos, em maio de 2024.
A prisão foi realizada na zona rural de Santa Teresa, na Região Serrana capixaba, e encerrou uma longa investigação policial. Segundo a Polícia Civil, José vinha se escondendo em áreas afastadas, mantendo pouco contato com outras pessoas para evitar ser localizado.
Rosilda foi morta em casa no dia 24 de maio e a principal testemunha do crime é a mãe do acusado, uma idosa na época com 89 anos, que presenciou o assassinato. Após o crime, a idosa ficou dois dias na residência, ao lado do corpo da vítima, sem conseguir sair para pedir ajuda.
As investigações da Polícia Civil identificaram que o suspeito passou a viver isoladamente, sempre em áreas rurais.
Policiais se disfarçaram de produtores rurais
Em entrevista à reportagem da TV Vitória/Record, o titular da Delegacia de Fundão, delegado Leandro Sperandio, destacou que os policiais simularam ser produtores rurais que estavam atrás de uma obra na região.
Confirmamos a identidade dele, demos voz de prisão e anunciamos que éramos policiais civis. Ele não conseguiu esboçar nenhuma reação e, quando a gente deu voz de prisão, já estava praticamente cercado e dominado”.
Leandro Sperandio, titular da Delegacia de Fundão
Ainda segundo o delegado, no momento da abordagem, o homem confessou o crime: “Ele não reagiu. Depois de um diálogo conosco, confessou o crime com uma certa naturalidade. Ele disse que acreditava que estava sendo traído”.
Idosa contou que homem invadiu a casa
Na época do crime, a mãe do acusado contou que um homem teria invadido a casa dizendo ser ex-marido de Rosilda e que estaria inconformado com a separação. Ele começou a agredir a vítima com um objeto e, em seguida, fugiu. A casa fica no distrito de Timbuí, em Fundão.
Disse ainda que tentou pedir ajuda, mas como anda com muita dificuldade, não conseguiu sair do local. Somente no domingo pela manhã, um homem que passava pela região ouviu os gritos da idosa e pulou a cerca para ver o que estava acontecendo.
Na época, ao ser questionada sobre o filho, companheiro de Rosilda, a idosa contou que não o via há alguns dias e não sabia onde ele estava. Testemunhas que estiveram no local contaram que era comum a vítima ser agredida pelo homem.
O corpo de Rosilda tinha várias marcas nos braços e mãos, sinais que indicam movimentos de defesa.
A Polícia Civil informou que José foi conduzido ao plantão da 13ª Delegacia Regional de Aracruz e encaminhado ao sistema prisional, permanecendo à disposição da Justiça.