
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Joel Ilan Paciornik revogou o habeas corpus do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. Dessa forma, foi estabelecida a prisão preventiva do cantor. A principal razão para a decisão é que cantor não teria mantido a tornozeleira carregada e funcionando.
Paciornik pontou que o restabelecimento da prisão é “adequado e proporcional” e não serve como antecipação da pena, mas sim para “assegurar a efetividade do processo penal e preservar a credibilidade das decisões judiciais”.
O ministro do STJ afirmou que o artista descumpriu as cautelares, como a obrigação de manter carregada e em funcionamento a tornozeleira eletrônica.
Já a defesa de Oruam informou que os relatórios de monitoramento informam sobre o descarregamento de bateria e não sobre “qualquer desrespeito geral ou específico”.
Segundo o ministro, “as 28 interrupções em um período de 43 dias, extrapola, em muito, um mero problema de carregamento”. Ele ainda destaca que essa conduta compromete o controle estatal sobre a liberdade de Oruam, dificultando o monitoramento do acusado.
Prisão do rapper
Em julho de 2025, a polícia afirmou que um dos maiores assaltantes de veículos do Rio de Janeiro estaria na casa de Oruam. O adolescente, de 17 anos, também era considerado parte da segurança de um dos chefes do Comando Vermelho.
Ao tentar efetuar a prisão do suspeito, um tumulto teria começado na residência e, por isso, o rapper também foi levado para a delegacia. As autoridades afirmaram que Oruam era um criminoso de “alta periculosidade”.
Amigos e familiares negam envolvimento do cantor com o crime organizado e destacam que as autoridades se excederam na ação policial.
*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações do R7