Arnaldinho Borgo em entrevista à coluna De Olho no Poder (foto: Dyhego Salazar)
Arnaldinho Borgo em entrevista à coluna De Olho no Poder (foto: Dyhego Salazar)

O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), está determinado a disputar o governo do Estado em outubro deste ano. A não ser que algo muito fora da curva aconteça, Arnaldinho deve renunciar ao cargo de prefeito em abril para concorrer – mesmo sem o apoio do Palácio Anchieta e com um grupo de aliados menor que seus eventuais adversários.

Em entrevista para a coluna De Olho no Poder, na série “Cidades e Desafios” – que pelo 3º ano entrevista prefeitos da Região Metropolitana –, Arnaldinho confirmou por diversas vezes que é “candidatíssimo”, que tem a expectativa ainda de receber o apoio do governador Renato Casagrande (PSB), mas que isso não será impedimento para seu projeto.

“Vou apoiar o governador, independente da posição dele. Lógico que se eu tiver o apoio dele, vou ficar muito mais feliz, mas se não tiver, vida que segue. Eu vou fazer o meu dever de casa igual eu sempre fiz”, disse o prefeito à colunista política Fabi Tostes.

Arnaldinho contou os bastidores da conversa que teve com o governador antes do anúncio de que o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) seria o nome apoiado pelo governo para disputar o Palácio Anchieta. Aliado do governador, o prefeito também falou sobre como ficou a relação após ser preterido na escolha da sucessão.

Sem titubear, ele defendeu sua pré-candidatura e disse ter condições de avançar “muito mais” no desenvolvimento do Estado. “Acredito piamente nisso: que tenho condições de avançar ainda muito mais no desenvolvimento do Espírito Santo, de dar continuidade ao que foi feito nos últimos 24 anos de bons governos”.

Fabi Tostes entrevista Arnaldinho Borgo (foto: Dyhego Salazar)

“Vejo o futuro repetir o passado”

Por mais de uma vez na entrevista, Arnaldinho citou um trecho de “O tempo não para”, sucesso de Cazuza, para comparar o pleito de 2026 com o de 2020, quando disputou pela primeira vez a Prefeitura de Vila Velha.

Na ocasião, ele não contou com o apoio do governo do Estado. O PSB fez parte da coligação do então prefeito Max Filho (PSDB), que tentava se reeleger. Arnaldinho venceu a eleição, em 2º turno, com 69,03% dos votos contra 30,97% de Max.

“Eu era vereador e virei prefeito de Vila Velha. Por que não pode acontecer novamente? Por que eu não posso conversar com a sociedade? Por isso que eu brinquei, que vejo o futuro repetir o passado, parece que está acontecendo a mesma coisa que aconteceu em 2020”, afirmou.

Ele disse ainda que não tem campanha ganha no Estado: “Hoje, no Espírito Santo, não existe campanha ganha para ninguém. Existe construção para que as pessoas possam conhecer quem são os candidatos, para que possam tomar decisão, saber se ele é bom ou ruim ou se convenceu ou não o eleitorado. É da política isso, é da democracia, e essa democracia precisa existir no Espírito Santo”.

Arnaldinho também foi questionado se estaria disposto a ir para o tudo ou nada no projeto de disputar o governo, no que ele respondeu: “Se a pesquisa que tenho hoje continuar na segunda quinzena de março, sou candidatíssimo. A pesquisa demonstra que eu tenho condições de disputar uma eleição da mesma forma que os outros candidatos têm”.

Outros temas

O prefeito também falou sobre a articulação nacional para assumir o comando do PSDB capixaba – que resultou numa debandada do ninho tucano –, fez um balanço sobre 2025, anunciou concursos e entregas para este ano e deu prazo para obras importantes do município.

Veja a entrevista completa aqui:

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Fabiana Tostes

Jornalista graduada pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e acompanha os bastidores da política capixaba desde 2011.

Jornalista graduada pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e acompanha os bastidores da política capixaba desde 2011.