
O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), está determinado a disputar o governo do Estado em outubro deste ano. A não ser que algo muito fora da curva aconteça, Arnaldinho deve renunciar ao cargo de prefeito em abril para concorrer – mesmo sem o apoio do Palácio Anchieta e com um grupo de aliados menor que seus eventuais adversários.
Em entrevista para a coluna De Olho no Poder, na série “Cidades e Desafios” – que pelo 3º ano entrevista prefeitos da Região Metropolitana –, Arnaldinho confirmou por diversas vezes que é “candidatíssimo”, que tem a expectativa ainda de receber o apoio do governador Renato Casagrande (PSB), mas que isso não será impedimento para seu projeto.
“Vou apoiar o governador, independente da posição dele. Lógico que se eu tiver o apoio dele, vou ficar muito mais feliz, mas se não tiver, vida que segue. Eu vou fazer o meu dever de casa igual eu sempre fiz”, disse o prefeito à colunista política Fabi Tostes.
Arnaldinho contou os bastidores da conversa que teve com o governador antes do anúncio de que o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) seria o nome apoiado pelo governo para disputar o Palácio Anchieta. Aliado do governador, o prefeito também falou sobre como ficou a relação após ser preterido na escolha da sucessão.
Sem titubear, ele defendeu sua pré-candidatura e disse ter condições de avançar “muito mais” no desenvolvimento do Estado. “Acredito piamente nisso: que tenho condições de avançar ainda muito mais no desenvolvimento do Espírito Santo, de dar continuidade ao que foi feito nos últimos 24 anos de bons governos”.

“Vejo o futuro repetir o passado”
Por mais de uma vez na entrevista, Arnaldinho citou um trecho de “O tempo não para”, sucesso de Cazuza, para comparar o pleito de 2026 com o de 2020, quando disputou pela primeira vez a Prefeitura de Vila Velha.
Na ocasião, ele não contou com o apoio do governo do Estado. O PSB fez parte da coligação do então prefeito Max Filho (PSDB), que tentava se reeleger. Arnaldinho venceu a eleição, em 2º turno, com 69,03% dos votos contra 30,97% de Max.
“Eu era vereador e virei prefeito de Vila Velha. Por que não pode acontecer novamente? Por que eu não posso conversar com a sociedade? Por isso que eu brinquei, que vejo o futuro repetir o passado, parece que está acontecendo a mesma coisa que aconteceu em 2020”, afirmou.
Ele disse ainda que não tem campanha ganha no Estado: “Hoje, no Espírito Santo, não existe campanha ganha para ninguém. Existe construção para que as pessoas possam conhecer quem são os candidatos, para que possam tomar decisão, saber se ele é bom ou ruim ou se convenceu ou não o eleitorado. É da política isso, é da democracia, e essa democracia precisa existir no Espírito Santo”.
Arnaldinho também foi questionado se estaria disposto a ir para o tudo ou nada no projeto de disputar o governo, no que ele respondeu: “Se a pesquisa que tenho hoje continuar na segunda quinzena de março, sou candidatíssimo. A pesquisa demonstra que eu tenho condições de disputar uma eleição da mesma forma que os outros candidatos têm”.
Outros temas
O prefeito também falou sobre a articulação nacional para assumir o comando do PSDB capixaba – que resultou numa debandada do ninho tucano –, fez um balanço sobre 2025, anunciou concursos e entregas para este ano e deu prazo para obras importantes do município.
Veja a entrevista completa aqui:
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