Análise: oposição não muda rejeição e prefeito está próximo de reeleição em Cachoeiro

A quatro dias das eleições, os eleitores de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, puderam conferir o desempenho dos candidatos à Prefeitura, no programa Eleições 2020, no Folha Vitória, na manhã desta quarta-feira (11). Assista ao programa na íntegra.

A terceira pesquisa eleitoral no município revelou a consolidação do prefeito Victor Coelho (PSB) na preferência do eleitor para a reeleição. Considerando os votos válidos, quando são descontados brancos, nulos e abstenções, Coelho alcança 58,3% da intenção de voto. Esta é a última pesquisa Rede Vitória/Futura no município antes do pleito.

“A novidade da eleição do Victor Coelho é que se trata de uma figura com carreira política relativamente nova. Ele herda um legado do irmão que foi um vereador com dois mandatos e faleceu. Coelho se elegeu muito ligado a pautas do irmão. Ele como figura pública é uma liderança política que está emergindo a um período mais curto”, afirma a comentarista de política, Gabriela Cuzzuol.

Em segundo lugar nas intenções de voto aparece Jonas Nogueira (PL) com 12,5% dos votos válidos, seguido de Diego Libardi (DEM) com 11% e Fabrício do Zumbi (PDT) com 4,3%.

“O Victor parece ter uma gestão aprovada e tem uma diferença muito confortável. O principal opositor, ex-vice-prefeito dele, Jonas Nogueira, tem 10,8% na estimulada, o que dá uma diferença de quase 40 pontos percentuais. Os números agora apontam para uma reeleição confortável”, pondera o mestre em sociologia política, Hudson Siqueira.

Siqueira completa analisando o desempenho dos outros candidatos: “Me parece que se tem um cenário para outras candidaturas que tendem a se colocar como atores políticos nos municípios. Isso quer dizer que alguns candidatos estão se posicionando e podem galgar um mandato em 2024. Muitos se preocupam com a próxima eleição, já que o atual prefeito não poderá ter um terceiro mandato”.

Para o sócio-diretor da Futura, empresa responsável pela pesquisa, a vantagem do atual prefeito o coloca em uma situação confortável. “O resultado em votos válidos aponta que se Cachoeiro tivesse segundo turno, o atual prefeito levaria a eleição em turno único, tamanha a vantagem”, destaca.

Gabriela lembra que o cenário em Cachoeiro de Itapemirim se assemelha a outros municípios do interior do Estado.

“A eleição se apresenta como um plebiscito. Ou o eleitor aprova ou desaprova a atual gestão e isso se reflete na intenção de voto dos atuais prefeitos que buscam a reeleição. Mas em muitos casos a maioria dos candidatos entram no pleito sem a intenção de se reeleger, mas sim para ficarem mais conhecidos e se reposicionarem em uma próxima eleição”, afirma.

O mestre em sociologia política Hudson Siqueira pondera sobre os pontos fundamentais que fazem com que o eleitor defina em qual candidato vai votar.

“Na eleição municipal o peso do governador será sempre importante, mas a discussão passa muito pelas necessidades dos bairros e pelos atendimentos básicos de saúde, educação e segurança. A discussão está na esfera municipal. Isso é o determinante para o eleitor escolher um candidato”, afirma.

Rejeição

No levantamento de rejeição, os eleitores foram perguntados: “E em qual desses você não votaria em nenhuma hipótese?”. Cada entrevistado poderia responder mais de um nome. Victor Coelho (PSB) aparece com 18%; seguido de Joana D’Arck (PT), com 16,5%; e Jonas Nogueira (PL), com 15,3%.

“A campanha não conseguiu alterar significativamente a questão da rejeição. Tudo está na margem de erro. Não há um candidato que cresceu muito a rejeição e não há ninguém que tenha conseguido reduzir a rejeição”, afirma o sócio-diretor da Futura, José Luiz Orrico.

Gabriela Cuzzuol afirma que os indicadores do município contribuem para que a rejeição ao atual prefeito seja baixa.

“Os indicadores de Cachoeiro não são negativos e isso reflete na baixa rejeição do atual prefeito Victor Coelho. A rejeição a ele é próxima ao seu principal opositor, Jonas Nogueira. Nesta eleição os apoios perdem mais força do que o habitual porque há candidatos ligados a lideranças muito fortes na região mas que estão conseguindo resultados pouco expressivos”, argumenta.

O mestre em sociologia política Hudson Siqueira, também comentou os dados de rejeição. “São oito candidatos com rejeições muito próximas, dentro da margem de erro. O quadro eleitoral hoje se reflete muito ao que vemos em outros municípios. Coelho tem 18% de rejeição. É muito pouco. A população está chancelando um novo mandato ao atual prefeito”, completa.

Assista ao programa Eleições 2020 na íntegra.

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