Análise: campanha curta favorece prefeito que deve se reeleger em Guarapari

O programa Eleições 2020, no Folha Vitória, analisou a última pesquisa Rede Vitória/Futura no município de Guarapari, na Grande Vitória. O programa foi ao ar nesta sexta-feira (13). Veja o programa na íntegra.

O atual prefeito e candidato à reeleição Edson Magalhães (PSDB) aparece com 37,6% dos votos válidos, quando são descontados, não sabe, não respondeu, indecisos, brancos e nulos; enquanto o deputado Carlos Von (Avante) aparece com 31,3%. Os dois aparecem tecnicamente empatados na disputa. Em seguida aparece Gedson Merízio (PSB), com 19,4%.

“Edson Magalhães pode ter chegado ao teto de votos já que não teve avanço nas intenções. Também temos o Gedson Merízio com um crescimento expressivo, mas hoje é o último dia de campanha. Acredito que o fator determinante nessa eleição em municípios aonde há mudanças apenas dentro da margem de erro será o fator coronavírus”, afirma a comentarista de política, Gabriela Cuzzuol.

Programa foi ao ar nesta sexta-feira (13)

O sócio-diretor da Futura, José Luiz Orrico, analisa o desempenho do candidato Gedson Merízio, único que cresceu nas intenções de voto além da margem de erro da pesquisa.

“Podem ocorrer duas coisas: o Merízio continuar crescendo e obter uma votação mais expressiva do que o que aponta a pesquisa ou o eleitor dele pode resolver votar nos dois primeiros colocados usando o voto útil. Mesmo assim acho muito difícil o Magalhães não se reeleger”, afirma.

O mestre em sociologia política Hudson Siqueira, afirma que o atual prefeito não está em uma situação confortável nas pesquisas.

“O Magalhães é o favorito em Guarapari mas não está numa situação exatamente confortável. Ele tem esses 30%-33% e é inclusive o teto dele na eleição passada. E os dois candidatos que já disputaram e a diferença de votos foi de 150. Ou seja, uma eleição muito disputada e o Merízio tira votos da oposição e não do atual prefeito”, argumenta.

Orrico também analisa: “A situação do Edson não é confortável, apesar de estar na frente na intenção de voto. Isso por causa da abstenção que a gente não sabe ainda, por conta da pandemia. E isso só será possível saber quando os votos começarem a ser contados”, completa.

Assista ao programa na íntegra.

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