“Eu preciso de tranquilidade na Assembleia”, diz Casagrande

Renato Casagrande / Crédito: Dyhego Salazar

O governador reeleito Renato Casagrande (PSB) disse que está acompanhando, à distância, a movimentação para a disputa da Mesa Diretora da Assembleia, mas que só em janeiro vai começar os diálogos de forma “organizada” com os deputados. Ele disse que não irá “impor” nomes, mas que precisa de alguém de confiança para ter “tranquilidade” para governar.

“Eu preciso de tranquilidade na Assembleia. Eu não quero me envolver diretamente, mas eu preciso de pessoas que nos ajudem a governar. Não precisa de ninguém ficar balançando a cabeça, sempre sim, mas que ajude a gente a governar”, disse Casagrande.

A fala do governador ocorreu após a entrevista coletiva em que passou um panorama sobre a situação das chuvas no Estado e anunciou o seu primeiro secretário para o próximo mandato: o vice-governador, Ricardo Ferraço (PSDB), que vai comandar a Secretaria de Desenvolvimento e exercer uma espécie de coordenação das ações das pastas de Agricultura e Meio Ambiente, além de participar do Comitê Econômico, a ser criado pelo governador.

A Coluna De Olho no Poder trouxe, ontem (30), os bastidores dos mais cotados na corrida para a presidência da Ales. Quatro nomes se destacam, são eles: Dary Pagung (PSB), Marcelo Santos (Podemos), Tyago Hoffmann (PSB) e João Coser (PT). A coluna também trouxe um perfil de cada um deles e a informação de que um grupo de 20 deputados já se reúne para formar uma chapa.

Questionado se estaria acompanhando a movimentação, Casagrande respondeu: “Estou acompanhando à distância. Em janeiro eu começo a conversar mais. Já ouvi alguns deputados, mas de forma objetiva e organizada eu vou ouvir só em janeiro”, afirmou.

A ideia é se reunir com cada um dos parlamentares para saber deles quem mais agrega para a função da presidência. Mas, a reunião não é só para ouvir. Casagrande também deve dar seus sinais e falar sobre suas impressões. “Minha opinião será a opinião da maioria dos deputados. Não vou impor ninguém na Assembleia, não vou impor ninguém garganta abaixo, não vou pedir para a pessoa votar naquela que não quer votar”, explicou.

Além de ser “de confiança”, Casagrande disse também que o perfil do futuro presidente precisa ser “conciliador”, uma vez que a próxima Assembleia promete, na polarização. A eleição para a Mesa Diretora da Ales é no dia 1º de fevereiro do ano que vem.

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