
O imbróglio instalado na cúpula do Ministério Público Estadual (MPES), que dividiu em dois o grupo que comanda o órgão há 12 anos, tem como pano de fundo, conforme a coluna De Olho no Poder noticiou mais cedo, a disputa pela Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), que ocorre no primeiro trimestre do ano que vem.
O grupo da situação está dividido entre dois candidatos, que contam com padrinhos de peso para a corrida eleitoral: um é apoiado pelo desembargador Eder Pontes, ex-procurador-geral de Justiça por três mandatos. Outro é apoiado pela atual chefe do Ministério Público, Luciana Andrade, que já está em seu segundo mandato consecutivo e não pode ser reeleita.
Luciana foi apoiada por Eder, mas nos bastidores os dois estariam se estranhando principalmente por conta do nome a ser escolhido para tentar manter o grupo no poder. Até o momento, não há sinais de consenso no grupo.
Enquanto isso, nomes ligados à oposição, independentes e até mesmo da atual gestão correm por fora. As articulações entre promotores e procuradores já estão a todo vapor e já se fala em cotados para a disputa.
Os candidatos para o cargo só serão oficializados após a publicação do edital da eleição. Ainda não há data para isso acontecer. Na eleição, os membros do Ministério Público votam em três nomes para a formação de uma lista tríplice. Os três mais votados ocupam a lista que vai para o crivo do governador. Casagrande será o responsável por nomear o futuro procurador ou procuradora-geral de Justiça.
A coluna ouviu alguns promotores e procuradores que listaram os possíveis candidatos, aqueles que já estão se movimentando nos bastidores ou que foram lembrados pelos eventuais eleitores do MPES. Veja quem são:
Maria Clara Mendonça

É a primeira vez que vai disputar a PGJ. Figurou na última lista tríplice para a vaga de desembargador, pelo Quinto Constitucional do MPES, recebendo 16 votos, enquanto Eder Pontes, o escolhido, recebeu 21.
Marcello Queiroz

Já presidiu a Associação Espírito-Santense do Ministério Público (AESMP) e foi promovido a procurador no ano passado, por antiguidade.
Pedro Ivo de Sousa

Ex-presidente da AESMP, Pedro Ivo impôs uma importante derrota ao grupo que está no poder ao eleger o seu candidato para a presidência da associação da categoria, em detrimento do candidato de Luciana Andrade, no último mês de abril. O atual presidente da AESMP deve apoiar Pedro Ivo na eleição.
Josemar Moreira

Também esteve presente na lista tríplice para desembargador do TJ, obtendo 21 votos (o mesmo número que Eder Pontes, o escolhido) e também já tentou ser PGJ. Embora faça parte da gestão, Josemar nunca contou com o apoio oficial do grupo para a disputa pelo MPES.
Francisco Berdeal

Ele já chefiou o Cael – Centro de Apoio Operacional Eleitoral do Ministério Público do Espírito Santo – e atualmente, também coordena a comunicação do MPES. Nos bastidores, ele é o homem de confiança de Luciana, que tem tentado dar visibilidade ao promotor internamente.
Danilo Raposo

Promoveu um almoço, no início de outubro, com membros do MPES onde foi tratada sobre sua candidatura, recebendo o apoio de alguns colegas. Conta com a confiança de Eder, que o levou para o gabinete ainda no início de sua carreira de promotor.
Lidson Fausto

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