Marcelo Santos em entrevista para a coluna De Olho no Poder (foto: Dyhego Salazar/FV)
Marcelo Santos em entrevista para a coluna De Olho no Poder (foto: Dyhego Salazar/FV)

Após seis mandatos consecutivos como deputado estadual, o presidente da Assembleia, Marcelo Santos (União), inicia nesta segunda-feira (02) o seu último ano legislativo, como presidente e parlamentar da Casa.

Ele já anunciou que é pré-candidato a deputado federal, já está trabalhando na montagem da chapa e em dar visibilidade ao próprio nome, exaltando as entregas de seus três anos à frente do comando do Legislativo.

Mas, o projeto político de Marcelo Santos não se encerra com uma eventual chegada ao Congresso Nacional. Ele deseja um posto mais alto. “Meu projeto é, um dia, governar o Estado. Mas será no tempo certo, porque eu tenho paciência”.

O presidente da Ales revelou seu “sonho” durante uma entrevista à coluna De Olho no Poder, ao ser questionado se ainda disputaria a Prefeitura de Cariacica – o que ele descartou:

“Meu projeto não passa por Cariacica, acho que estamos muito bem representados por Euclério (…) Eu penso em um dia ocupar o Executivo, mas numa esfera maior, que é o caso do governo do Estado”.

O projeto não tem data marcada para ser executado. Hoje, Marcelo apoia o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) ao Palácio Anchieta e o governador Renato Casagrande (PSB) ao Senado.

Entretanto, se Ricardo assumir o governo em abril – o que Marcelo garantiu que ocorrerá –, disputar a reeleição em outubro e vencer, o grupo da base aliada precisará de um novo nome para concorrer em 2030.

O palanque da federação

Como presidente do União Brasil, Marcelo já anunciou apoio ao projeto do governo. Mas a federação União Progressista – da qual ele faz parte e que é comandada pelo deputado federal Da Vitória (PP) – ainda não se posicionou.

O PP, partido presidido também por Da Vitória, está com um pé no palanque do governo do Estado e outro no do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), cotado para disputar o Palácio Anchieta também.

Segundo o presidente da Assembleia, a decisão sobre o rumo que tomará a federação dependerá de um fator: a contribuição na construção da chapa federal do grupo. “A colaboração é uma ação importante para se efetivar a parceria com a federação”, disse Marcelo.

A federação também tenta emplacar Da Vitória numa candidatura majoritária, que poderia ser a segunda cadeira de Senado ou a composição da chapa ao governo. Mas, Marcelo disse que isso não será uma imposição.

Defesa da Assembleia

Marcelo Santos também saiu em defesa da Assembleia e da relação que a Casa tem com o governo do Estado, rebatendo críticas feitas pelo deputado federal Evair de Melo (PP).

No ano passado, numa postagem feita em suas redes sociais, o deputado disse que a relação da Assembleia com o governo era baseada na “submissão” e que a Casa estava “enfraquecida, silenciosa e refém dos interesses palacianos”.

“Eu respeito muito o deputado Evair, que faz parte, inclusive, da federação. Falar sobre a Assembleia Legislativa, ele não tem autoridade, porque ele não é deputado estadual. Essa é uma visão dele, que eu não concordo, mas respeito. Como eu também acho que o Congresso Nacional produz pouco ou quase nada para a nação brasileira, porque utiliza meramente do debate ideológico e se esquece daquilo que a população brasileira tanto precisa”, disse Marcelo.

Fabi Tostes entrevista Marcelo Santos

Outros temas

O presidente também falou sobre as entregas previstas para esse ano, como as nomeações do concurso público da Assembleia, o legado de sua gestão e sobre a postura que a Casa irá adotar no período eleitoral.

Também se posicionou com relação às emendas impositivas e se há ambiente para que elas sejam aprovadas na Assembleia – há um projeto tramitando sobre o assunto.

Veja a entrevista completa aqui:

Fabiana Tostes

Jornalista graduada pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e acompanha os bastidores da política capixaba desde 2011.

Jornalista graduada pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e acompanha os bastidores da política capixaba desde 2011.