Foto: Montagem/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Valter Campanato/Agência Brasil/
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (1º) manter o ex-presidente Jair Bolsonaro em regime fechado e negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.

A solicitação alegava razões humanitárias após a internação hospitalar no DF Star, onde Bolsonaro permanece desde o dia 24 do mês passado.

Com o despacho, fica estabelecido que, assim que receber alta médica, o ex-presidente deverá voltar à Superintendência da Polícia Federal.

Ele está detido desde novembro, após ser condenado a mais de 27 anos de prisão por envolvimento na tentativa de ruptura institucional.

Em entrevista coletiva concedida na quarta-feira (31), a equipe médica informou que a previsão de alta segue mantida para esta quinta.

Na avaliação do magistrado, os advogados não apresentaram novos elementos capazes de modificar a decisão anterior, tomada em dezembro de 2025, quando o mesmo pedido já havia sido recusado. Segundo Moraes, não surgiram fatos relevantes que justificassem a substituição do regime fechado por prisão domiciliar.

O ministro destacou ainda que, além da inexistência dos requisitos legais para a concessão do benefício, pesam contra Bolsonaro episódios de descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente.

Entre eles, foram citadas tentativas concretas de evasão e a destruição intencional da tornozeleira eletrônica, o que, segundo o entendimento do STF, reforça a necessidade da manutenção da pena em regime fechado.

Na decisão, Moraes relembra que a condenação imposta ao ex-presidente soma 27 anos e três meses, sendo 24 anos e nove meses de reclusão e dois anos e seis meses de detenção, com início do cumprimento em regime fechado.

O ministro também rebateu o argumento de agravamento do estado de saúde, afirmando que os laudos médicos apontam melhora do quadro clínico após procedimentos cirúrgicos programados.

Outro ponto ressaltado é que todas as recomendações médicas apresentadas pela defesa podem ser atendidas dentro da estrutura da Polícia Federal. De acordo com o despacho, o local dispõe de plantão médico permanente, além de garantir acesso irrestrito aos profissionais de saúde indicados por Bolsonaro, fornecimento de medicamentos, acompanhamento fisioterapêutico e autorização para o recebimento de alimentos preparados por familiares.

A decisão mantém, portanto, as condições atuais do cumprimento da pena e afasta, ao menos por ora, a possibilidade de prisão domiciliar por motivos de saúde.

Fonte: Agência Brasil

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