Líder do PMDB no Senado não descarta possibilidade de nova CPI da Petrobras

Política

Líder do PMDB no Senado não descarta possibilidade de nova CPI da Petrobras

Redação Folha Vitória

Brasília - Minutos depois de a presidente Dilma Rousseff discursar no Congresso e defender o combate à corrupção na Petrobras, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), disse não descartar a recriação de CPI da estatal no início deste ano.

Em discurso de posse realizado nesta quinta-feira, 1, no plenário da Câmara, Dilma afirmou que era preciso "apurar com rigor tudo de errado que foi feito na Petrobras e fortalecê-la". Em outro momento, ela considerou que é preciso "saber apurar e saber punir sem enfraquecer" a estatal.

"Não descarto a possibilidade de termos uma nova CPI a partir de fevereiro, até porque teremos um novo Congresso e não sabemos o que vai acontecer aqui dentro a partir do dia 2 de fevereiro, quando o Congresso voltar a funcionar com cerca de 45% de renovação da Câmara e um terço de renovação no Senado. É uma nova base, um novo momento e uma nova expectativa, por isso ninguém descarta uma nova CPI", afirmou o senador Eunício Oliveira, que participou da sessão solene de posse da presidente.

De forma geral, na análise do senador, que comanda a maior bancada do Senado, o discurso de Dilma foi considerado como positivo, principalmente pelo fato de ela ter defendido a aprovação de projetos de crescimento econômico e de uma reforma política. Por outro lado, Eunício Oliveira avaliou que, diante de um cenário conturbado tanto na área econômica quanto na política, o governo terá grandes dificuldades na votação de projetos de interesse do Palácio do Planalto nos próximos meses.

"É preciso realinhar a base. É preciso fazer uma reconstrução dessa base que será nova, com novas cabeças e novos pensamentos. Vamos viver aqui grande emoções neste novo Congresso, até porque a oposição vem fortalecida das ruas. Foi uma eleição extremamente acirrada e com vitórias de candidatos que vão qualificar esse debate da oposição", ressaltou Eunício.

O senador não quis comentar a reforma ministerial. "Prefiro que essa avaliação seja feita pelo presidente Michel Temer, que foi o nosso interlocutor junto ao governo", afirmou. Na dança das cadeiras imposta pela presidente Dilma neste segundo mandado, o PMDB ficou com seis ministérios: Minas e Energia, Agricultura, Turismo, Portos, Aviação Civil e Pesca. Um a mais do que no primeiro mandato.