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Cidades capixabas eram chamadas de "pamonha" e "barata" em lista da Odebrecht

Política

Cidades capixabas eram chamadas de "pamonha" e "barata" em lista da Odebrecht

A lista estava em posse de Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da construtora e um dos principais interlocutores do empresário Marcelo Odebrecht

A lista com as cidades que receberam doações foi divulgada nesta quinta-feira. Foto: ​Reprodução

Além de citar o nome de cinco políticos capixabas, a lista apreendida pela Polícia Federal na sede da Odebrecht durante a 23ª fase da Operação Lava Jato também contém o nome de 10 municípios do Espírito Santo. Ela estava em posse de Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da construtora e um dos principais interlocutores do empresário Marcelo Odebrecht na distribuição de recursos a campanhas políticas.

A planilha, que detalha lançamentos, saldos, codinomes e obras que supostamente receberam propina da construtora, trata em uma das páginas os projetos ES Sul (em Alegre, Guaçuí, Iconha, Marataízes, Itapemirim e Alfredo Chaves) e ES Norte (em Aracruz, Colatina, São Mateus e Linhares). Ao todo, o total previsto pela planilha chega a R$ 975 mil, sendo que as cidades do Norte teriam ficado com os valores mais volumosos.

Outro dado que chama a atenção na planilha apreendida pela PF são os codinomes atribuídos aos políticos e aos projetos. Cada município citado no documento recebe um codinome, que pode significar o nome de um receptor dos valores nas localidades em questão. A Alegre, por exemplo, é atribuído o codinome Risada; em Guaçuí, Grande; em Iconha, Pamonha; Em Marataízes, Praia; Em Itapemirim, Ônibus; em Alfredo Chaves, Pasta; Em Aracruz, Xará; Em Colatina, Coelho; em São Mateus, Barata e em Linhares, Linha 1.

Apesar do possível repasse de propina feito pela Odebrecht aos políticos citados na planilha, em troca de contratos com o poder público, não é possível afirmar que se tratam de doações ilegais, já que o documento não informa se os pagamentos foram feitos em forma de doação oficial - o que não configura crime no período abrangido pelos documentos apreendidos (1980 a 2014). Após ser vazada na imprensa, a lista teve o sigilo decretado pelo juiz Sérgio Moro, do Paraná, que está à frente da Operação Lava Jato.

Lista de capixabas
A devassa da Polícia Federal na residência de um dos executivos-chave do esquema de propinas na empreiteira rendeu um total de sete arquivos onde aparecem inúmeras planilhas, algumas separadas por Estados e regiões do Brasil e outras por partidos, com nomes dos principais políticos do País.

Na lista estão incluídos nomes de políticos do Espirito Santo, como o ex-governador Renato Casagrande (PSB), o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), o presidente do Bandes, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), a ex-deputada Rita Camata (PSDB) e o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM).