Lelo Coimbra dá como certa saída do PMDB da base do Governo Dilma

Política

Lelo Coimbra dá como certa saída do PMDB da base do Governo Dilma

É também dado como certo que os peemedebistas que ocupam o cargo de ministro ou ministra no governo Dilma poderão recusar a decisão do diretório nacional

O anúncio da saída deve ser feito nesta terça-feira, em Brasília. Foto: ​Divulgação

O deputado federal e presidente estadual do PMDB, Lelo Coimbra, garantiu nesta segunda-feira (28) que o partido deixará a base aliada do governo Dilma nessa terça. A decisão deve ser tomada na reunião do diretório nacional, que acontecerá em Brasília. O líder da sigla, Michel Temer, já disse ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o partido deve mesmo oficializar a saída nesta terça-feira. 

"Dos 119 membros membros que vão votar, temos garantidos pelo menos 100 que são a favor da saída do partido da base do governo. Na semana passada tínhamos entre 80 e 90, mas com a decisão favorável do diretório do Rio de Janeiro, com toda certeza o desembarque vai acontecer", garantiu Lelo.

É também dado como certo que os peemedebistas que ocupam o cargo de ministro ou ministra no governo Dilma poderão recusar a decisão do diretório nacional. "Se eles não saírem do governo, a partir da decisão que o diretório tomará amanhã, eles têm de se desligar do partido", afirmou Lelo.

Atualmente o PMDB ocupa sete, dos 39 ministérios existentes: Eduardo Braga (Minas e Energia), Mauro Lopes (Aviação Civil), Marcelo Castro (Saúde), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), Henrique Alves (Turismo),  Kátia Abreu (Agricultura) e Helder Barbalho (Portos).

Nesta segunda, Dilma Rousseff (PT) reuniu todos esses ministros, com exceção de Kátia Abreu, em uma reunião de emergência. Por esse motivo, Barbalho cancelou a visita que faria ao Espírito Santo para anunciar a construção de um porto em Aracruz, na região de Barra do Riacho. Foram os últimos esforços da presidente para assegurar, ao menos em parte, a permanência deles no cargo. 

Do outro lado da trincheira, o vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, tenta buscar o quase impossível apoio unânime da sigla. Uma ala do PMDB, capitaneada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, é contra a saída da sigla da base governista e também contra o impeachment da presidente. Temer se reuniu então com alguns aliados para tentar minar as resistências internas.

Segundo publicação de Kennedy Alencar, que acompanha de perto as movimentações de Brasília, o vice se reuniu até com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim da tarde desse domingo (27). Ficou claro na reunião que Lula lutaria para manter uma parcela do PMDB ao lado de Dilma e que Temer lutaria pela união do seu partido em prol do rompimento com o governo.

Para Lelo Coimbra, ainda que Dilma Rousseff escape do impeachment, será uma liderança deslegitimada pela sociedade. "É um governo que não consegue responder a sociedade e a economia. Que não consegue estabilizar o país e conter as perdas dos empregos e o desmantelamento da economia. Em vez disso, se mantém numa tentativa patética de oferecer esses possíveis ministérios do PMDB a partidos nanicos em troca de apoio, com vistas a ter 172 votos contrários ao impeachment", finalizou.