Temer chega à sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Política

Temer chega à sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Temer foi preso preventivamente na operação Radioatividade, no final da manhã desta quinta-feira (21)

Estadão Conteúdo

Redação Folha Vitória
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O ex-presidente Michel Temer chegou há pouco à Superintendência da Polícia Federal, na zona portuária do Rio de Janeiro, onde permanecerá preso no âmbito da Operação Lava Jato. Temer deve ser acomodado em uma sala na sede da PF.

Originalmente, a expectativa era de que Temer fosse levado à Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, na região metropolitana da capital. O juiz Marcelo Bretas, entretanto, reviu a orientação original, atendendo à justificativa de que o emedebista deve ter tratamento isonômico ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba.

Temer foi preso preventivamente na operação Radioatividade, no final da manhã desta quinta-feira (21). A decisão do juiz se estende aos investigados Moreira Franco, por ter exercido o cargo de ministro, e João Baptista Lima Filho, por ser coronel reformado da Polícia Militar.

Segundo o MPF (Ministério Público Federal), o ex-presidente e outras nove pessoas são alvos da operação Radioatividade, que é um desdobramento da Lava Jato.

As investigações apontam que Michel Temer é líder de uma organização que recebeu propina na construção da usina nuclear de Angra 3 por meio de contratos com empreiteiras. Os suspeitos são investigados pelos crimes de cartel, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais e fraudes à licitação.

Pezão

O ex-governador Luiz Fernando Pezão foi preso ainda no exercício do mandato, no dia 29 de novembro, como alvo da Operação Boca de Lobo. Desde então, Pezão ocupa uma sala especial, sem grades e monitorada por câmeras 24 horas no Bep (Batalhão Especial Prisional de Niterói) de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O ex-governador é acusado de ter dar continuidade ao esquema de corrupção chefiado por Sérgio Cabral, que desviou verbas de contratos do Estado do Rio. No último dia 20, o TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa Pezão.