Ministro diz que política de cotas em universidades públicas são necessárias, mas temporárias

Política

Ministro diz que política de cotas em universidades públicas são necessárias, mas temporárias

Vélez está acompanhado do secretário de Alfabetização, Carlos Francisco Nadalin, apontado como um dos mentores na decisão de adiar a avaliação de crianças em período de alfabetização

Redação Folha Vitória
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Em audiência, nesta quarta-feira (27), na Câmara dos Deputados, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, disse que as cotas para o ingresso nas universidades são necessárias, mas a política será temporária e ainda atribuiu as 15 exonerações que ocorreram nos últimos dias a questões de gestão. 

Sobre universidades públicas, ele avaliou ser preciso "responsabilidade fiscal" e defendeu o aumento do número de alunos em sala de aula. O ministro ainda fez uma comparação com a França, onde a proporção é de cerca de 70 alunos por professor. No Brasil, esse indicador seria muito menor.

"Eu defendo as universidades públicas. Elas são um patrimônio da nação e devem ser preservadas. Mas têm de ser geridas com responsabilidade fiscal e democratização da sala de aula", afirmou.

Para um auditório lotado, o ministro também disse que permanece no cargo e atribuiu a lista de 15 exonerações que ocorreram nos últimos dias a questões de gestão, além de garantir que os trabalhos na pasta estão sendo realizados.

Vélez está acompanhado de vários assessores, entre eles, o secretário de Alfabetização Carlos Francisco Nadalin. O secretário foi apontado pelo ex-presidente do Inep Marcus Vinicius Rodrigues, como um dos mentores da decisão, mais tarde suspensa, de adiar a avaliação de crianças em período de alfabetização. A exoneração foi assinada nesta terça-feira (26). Vélez disse que Rodrigues teria "puxado o tapete", empregando incorretamente a expressão.