Presidente do TRF2 diz estar preocupado com segurança de juiz da Lava Jato no Rio

Política

Presidente do TRF2 diz estar preocupado com segurança de juiz da Lava Jato no Rio

Redação Folha Vitória

Rio - O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), André Fontes, manifestou nesta segunda-feira, 10, preocupação diante de ameaças que foram feitas ao juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos desdobramentos da Operação Lava Jato no Rio. Na sexta-feira, 7, o desembargador autorizou reforço na segurança de Bretas.

Fontes não quis dar detalhes sobre as ameaças nem de quais medidas foram tomadas. "O tribunal está atento à situação do juiz Bretas. Esse talvez seja um dos maiores desafios que o tribunal enfrenta hoje. Vim aqui simbolicamente dizer a todos que essa preocupação que paira sobre o juiz hoje também é preocupação do tribunal", afirmou em rápida declaração à imprensa ao lado de Bretas.

O titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio afirmou que os processos irão correr normalmente. "Ainda mais agora com apoio explicito do tribunal, estou muito à vontade para tocar o processo. Não há nenhuma preocupação que não seja totalmente contornável com esse apoio. Temos todas as condições de tocar o processo e as questões que são submetidas a nós", disse Bretas.

O juiz já tinha começado a andar com escolta e carro blindado em fevereiro depois que pessoas teriam buscado informações sobre a rotina do juiz no prédio onde fica a 7ª Vara Federal Criminal do Rio, na avenida Venezuela, na zona portuária. O mesmo ocorreu na casa do juiz.

O desembargador afirmou que quis deixar clara a sua "solidariedade e preocupação diante de desafios e ameaças à figura do juiz".

O presidente do TRF2 afirmou também esperar a colaboração de todos. "Procurem dar a devida atenção ao problema dentro da perspectiva social da imprensa e que toda sociedade brasileira possa reconhecer esse papel importante num momento desafiador como o que enfrentamos atualmente", afirmou.

Ele pediu ainda que "a boa imagem da Justiça" seja preservada "porque ao fazermos isso preservamos a sociedade brasileira que neste momento está a aguardar uma decisão da Justiça sobre os acontecimentos que têm sido relatados".