Manifesto em defesa do STF une empresários, sindicatos e religiosos

Política

Manifesto em defesa do STF une empresários, sindicatos e religiosos

No texto, as lideranças dizem ser "inadmissíveis" os ataques e discursos de "ódio e violência" contra o Supremo e que a democracia não permite "retrocessos institucionais"

Redação Folha Vitória
Foto: Agência Brasil

Mais de 100 lideranças das áreas sindical, empresarial, jurídica, estudantil, religiosa e de bancos vão apresentar nesta quarta-feira (03), às 14h, um manifesto em defesa do Supremo Tribunal Federal (STF).

No texto, as lideranças dizem ser "inadmissíveis" os ataques e discursos de "ódio e violência" contra o Supremo e que a democracia não permite "retrocessos institucionais".

Um dos organizadores do manifesto é o líder do partido Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, além do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. O documento tem também a assinatura do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner e do presidente da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil (Concepab), Robson Rodovalho.

Também assinam lideranças como o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf; o diretor da Faculdade de Direito da USP, Floriano de Azevedo Marques Neto; a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Mariana Dias; o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, e os presidentes das seis maiores centrais sindicais do Brasil. Todos assinam o manifesto junto com outras dezenas de representantes de sindicatos e entidades patronais.

O texto será entregue nesta quinta-feira, 4, no salão nobre do STF, pelo presidente e o secretário-geral da Força Sindical, Miguel Torres e João Carlos Gonçalves, o Juruna. Segundo os organizadores, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), confirmou presença.

A iniciativa acontece no momento em que aliados do presidente Jair Bolsonaro fazem ataques ao STF e ameaçam com a criação de uma CPI para investigar o Judiciário. Em março o presidente compartilhou em suas redes sociais críticas feitas por um dos seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) à decisão do Supremo de remeter para a Justiça Eleitoral casos de corrupção que incluam caixa dois de campanha. A deputada Carla Zambeli (PSL-SP) chegou a ir na frente do tribunal com um megafone para ameaçar ministros de impeachment.

Está pautado para o dia 10 o julgamento das ADCs (ações diretas de constitucionalidade) sobre a prisão após condenação em segunda instância que podem libertar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde o dia 6 de abril do ano passado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Lava Jato.

"Com este manifesto, convidamos a sociedade brasileira a defender o Supremo Tribunal Federal como instituição permanente, estável e indispensável para a construção de um país cada vez mais justo, solidário e responsável no presente dos brasileiros e brasileiras e as gerações futuras", diz o texto do manifesto.