Novo presidente da CMO tentará votar revisão da meta fiscal amanhã na comissão

Política

Novo presidente da CMO tentará votar revisão da meta fiscal amanhã na comissão

Redação Folha Vitória

Brasília - O novo presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Arthur Lira (PP-AL), disse nesta terça-feira, 17, que tentará votar já nesta quarta-feira, 18, no colegiado, a revisão da meta fiscal estabelecida pela equipe econômica do presidente da República em exercício, Michel Temer.

De acordo com o parlamentar, o objetivo é evitar que a revisão seja votada no plenário do Congresso Nacional, onde ele prevê uma dificuldade maior para aprová-la. Com a estratégia, ele tenta também acelerar a votação, que precisa ser realizada até o fim de maio, sob o risco de paralisia da máquina pública.

Para que o novo déficit primário previsto pela equipe econômica de Temer seja votado na CMO, Arthur Lira tentará um "acordo" entre os integrantes da comissão para conseguir alterar o projeto original, enviado pela presidente afastada Dilma Rousseff, após o prazo para emendas. O prazo terminou em 10 de abril.

A proposta de revisão enviada pelo governo petista estabelecia que a União poderia fechar este ano com déficit primário - considerando o total dos gastos federais menos o conjunto da arrecadação tributária federal - de até R$ 96,6 bilhões. A equipe de Temer, contudo, já admite que esse déficit pode chegar a R$ 130 bilhões, segundo apurou a reportagem.

"Vamos tentar votar por meio de um consenso e, assim, evitar que (a revisão da meta fiscal) vá para o plenário do Congresso, onde há uma maior dificuldade para aprovar", afirmou o presidente da CMO, eleito nesta terça-feira para o cargo. Segundo ele, o ministro do Planejamento, Romero Jucá, está de acordo com a estratégia.

Caso não consiga chegar ao consenso para fazer uma emenda na comissão, o projeto só poderá ser alterado no plenário do Congresso Nacional, como previa até então a equipe econômica. A previsão de auxiliares de Temer era que a revisão da meta fosse votada no plenário ainda esta semana.