Presidente do Conselho decide até 2ª se aceita pedido de cassação de Jucá

Política

Presidente do Conselho decide até 2ª se aceita pedido de cassação de Jucá

Redação Folha Vitória

Brasília - O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), recebeu em mãos nessa terça-feira, 31, o pedido de cassação do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Ele informou ao jornal O Estado de S. Paulo que tem até segunda-feira, da próxima semana, dia 6 de junho, para decidir se acolhe ou rejeita o pedido.

Como de costume, e como foi feito no processo do ex-senador Delcídio Amaral, João Alberto enviou hoje a matéria para a advocacia do Senado, a quem pediu um parecer prévio. De acordo com o senador, ele tem até cinco dias úteis para tomar uma decisão.

Segundo o Código de Ética do Senado, representações contra senadores precisam ser avaliadas inicialmente pelo presidente da comissão, que tem a prerrogativa de aceitar ou rejeitar o pedido. Caso seja aceito, inicia-se um processo no Conselho de Ética com o sorteio de um relator. Caso seja rejeitado, cabe recurso ao plenário do colegiado.

A representação contra o Romero Jucá foi feita pelo PDT na semana passada, protocolada pelo senador Telmário Mota (PDT-RR), rival local do peemedebista. O argumento é a quebra de decoro com a revelação de diálogos entre Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado em que o peemedebista defende que é necessário "trocar o governo" para "estancar a Lava Jato".

Jucá é um dos principais articuladores do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff e considerado o homem forte do presidente em exercício Michel Temer. Após a divulgação dos diálogos, que iniciou a primeira crise do novo governo, Jucá foi exonerado do cargo de ministro do Planejamento.