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Odebrecht diz que prisões são desnecessárias pois colabora com investigações

Política

Odebrecht diz que prisões são desnecessárias pois colabora com investigações

Eles estão sob suspeita desde setembro de 2014 quando foram citados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás como responsáveis pelo pagamento de US$ 23 milhões de propina

 Empreiteira, contudo, avalia que esses mandados são desnecessários Foto: Divulgação

São Paulo - Em nota divulgada nesta sexta-feira, 19, a Construtora Norberto Odebrecht (CNO) confirmou a operação da Polícia Federal deflagrada, pela manhã, em seus escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro, para o cumprimento de mandados de busca e apreensão e mandados de prisão e condução coercitiva.

A empreiteira, contudo, avalia que esses mandados são desnecessários, sob alegação de que a empresa e seus executivos, desde o início da operação Lava Jato, sempre estiveram à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Na 14ª da Operação Lava Jato deflagrada hoje, 19, batizada de Operação Erga Omnes, os alvos são a Construtora Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez - duas das maiores empreiteiras do País, suspeitas de corrupção e cartel. Da Odebrecht, além dos executivos Márcio Farias e Rogério Araújo, foram presos também o presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, e o executivo Alexandre Alencar. E da Andrade Gutierrez, o seu presidente, Otávio Azevedo, está entre os presos.

Eles estão sob suspeita desde setembro de 2014 quando foram citados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás como responsáveis pelo pagamento de US$ 23 milhões de propina da Odebrecht para uma conta aberta na Suíça.