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Odebrecht e Andrade Gutierrez lideravam cartel de empreiteiras, dizem PF e MPF

Política

Odebrecht e Andrade Gutierrez lideravam cartel de empreiteiras, dizem PF e MPF

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, as duas empreiteiras usavam um esquema “mais sofisticado” de pagamento de propina a agentes públicos e políticos

 Ministério Público Federal de Brasília Foto: R7

As investigações que resultaram na 14ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira (19) pela Polícia Federal, revelam que as empreiteiras Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez lideravam o cartel de empreiteiras que superfaturavam contratos da Petrobras. De acordo com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, as duas empreiteiras, no entanto, diferentemente das demais investigadas, usavam um esquema “mais sofisticado” de pagamento de propina a agentes públicos e políticos por meio de contas no exterior, o que exigiu maior aprofundamento das investigações, antes do pedido de prisão dos diretores das empresas.

O presidente da Construtora Norberto Odebrecht, Marcelo Odebrecht, foi preso na manhã desta sexta-feira (19), pela Polícia Federal, nas mais recente fase da operação Lava Jato. Também foi detido Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez. A ação da PF em duas das maiores empreiteiras do Brasil também prendeu os executivos Márcio Farias, Alexandre Alencar e Rogério Araújo, da Odebrecht.

De acordo com o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, três colaborados, entre eles os ex-diretores da Petrobras, presos em fases anteriores da Lava Jato, Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco, disseram que receberam propina da Odebrecht no exterior, por meio de empresas offshore. Esses pagamentos, segundo Lima, foram identificados pela PF e pelo MPF após colaboração com autoridades estrangeiras.

“Observou-se que, nas empreiteiras que foram denunciadas até aqui, o contato era diretamente com o [doleiro] Alberto Youssef e as empresas dele, em um esquema relativamente simples e fácil de comprovar. Entretanto, o esquema de lavagem que deparamos agora é de depósito no exterior”, explicou Lima.

“Uma série de colaboradores nos indicaram os caminhos dos valores no exterior e isso reforçou, nesse momento, a necessidade do pedido da prisão dos executivos dessas empresas”, acrescentou o procurador. “Esses colaboradores indicam que essas empresa fizeram pagamentos no exterior, então identificamos as empresas offshore que intermediaram os pagamentos. Quando temos três colaboras, o nível de confirmação aumenta consideravelmente”.

Além do esquema de fraudes na Petrobras, as investigações que resultaram na deflagração da operação Erga Omnes identificaram que a Odebrecht também pode ter fraudado contratos para as obras da usina nuclear Angra III, no Rio de Janeiro.