Presidente do PSB critica PT pela tese de "golpismo"

Política

Presidente do PSB critica PT pela tese de "golpismo"

Redação Folha Vitória

São Paulo - O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, reiterou que o partido mantém sua posição de independência e que por ora não defende o impeachment, mas ele reclamou da tese de "golpismo" usada pelo governo e diretamente pela presidente Dilma Rousseff. "O que me aborrece é essa tese de que é golpe. (O impeachment) já foi feito, nós apoiamos, o PT apoiou, forças políticas democráticas apoiaram, então não faz sentido dizer que é golpismo", disse.

Apesar do tom crítico à postura do governo, Siqueira diz que na visão do PSB não há um fato concreto que justifique o afastamento da presidente da República. "Não defendemos o impeachment porque achamos que não é o momento ainda. Essas coisas, tem hora certa de entrar. Motivo político não falta, mas ainda não tem um motivo legal."

Perguntado se uma decisão do TCU condenando as pedaladas fiscais ou se desfechos da Lava Jato poderiam levar o PSB a defender a abertura de um processo de impeachment, Siqueira preferiu não fazer suposições. "Não acho bom falar de hipótese, tem que ter um fato concreto, uma comprovação de crime de responsabilidade."

Siqueira ponderou que o País já passou por um processo de impeachment e sobreviveu, com melhorias no cenário econômico e político. E advertiu que não se deve decidir ou não pelo afastamento de um presidente por causa do tamanho do seu partido - Fernando Collor, em 1992, era de uma legenda pequena, o PRN, diferentemente do PT de Dilma hoje. "Não podemos agir de uma forma ou outra porque atingirá determinado partido. Temos que pensar no interesse do País", afirmou.