Líderes da base aliada se mobilizam para garantir quórum mínimo amanhã na Câmara

Política

Líderes da base aliada se mobilizam para garantir quórum mínimo amanhã na Câmara

Redação Folha Vitória

Brasília - Líderes da base aliada foram escalados para ficar em Brasília e garantir o quórum mínimo de 51 deputados na Câmara para que a sessão desta sexta-feira, 7, conte como prazo para a tramitação da denúncia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O líder do PMDB, deputado Baleia Rossi (SP), passou o dia no gabinete ligando para deputados e conseguiu que 18 dos 63 integrantes da bancada permanecessem na capital federal. Após uma consulta a técnicos da Mesa Diretora da Casa, coube a ele informar aos pares que eles teriam que registrar presença entre 8h e 9h30.

No PR, a expectativa é que 12 deputados marquem presença no plenário. O líder do DEM, Efraim Filho (PB), também vai ficar na cidade e acredita que outros quatro ou cinco deputados farão o mesmo.

Os líderes do governo no Congresso, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), André Moura (PSC-SE) e Lelo Coimbra (PMDB-ES) também estão em Brasília ajudando na articulação.

Os deputados costumam voltar para suas bases eleitorais na quinta-feira à tarde, após a sessão da manhã. Às sextas normalmente não há número regimental para abrir os trabalhos do plenário.

Cronograma

Pelo regimento, a CCJ tem até cinco sessões para aprovar o parecer que será levado a plenário. A primeira foi contabilizada nesta quinta-feira. Pelo cronograma estabelecido, o relatório, a ser elaborado pelo deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), deve ser lido na segunda-feira, 10. Após prazo de vista de duas sessões, o início da discussão na CCJ está previsto para quarta-feira, 12.

Apesar da pressa do governo, a fase de debates na CCJ onde todos os 66 integrantes da comissão poderão falar, assim como seus suplentes, e 40 deputados não membros do colegiado, poderá atrasar a apreciação da denúncia no plenário. Se todos quiserem falar, a estimativa é que a discussão leve cerca de 40 horas.

Somente após essa fase, a CCJ irá apreciar de fato o relatório. Independentemente do resultado, a denúncia será levada à votação no plenário. Para barrar o seguimento do processo, Temer precisa do apoio de pelo menos 172 dos 513 deputados.