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Ciro nega que comentário contra vereador do DEM em SP foi racista

Política

Ciro nega que comentário contra vereador do DEM em SP foi racista

Um promotor aqui de São Paulo agora resolveu me processar por injúria racial. E pronto, um filho da p... desse faz isso", afirmou

O pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, negou nesta quarta-feira, 18, que tenha praticado racismo ao chamar de "capitãozinho do mato" o vereador paulistano Fernando Holiday (DEM), que também é integrante do Movimento Brasil Livre (MBL).

A negativa acontece dois dias depois de o Ministério Público de São Paulo (MPSP) determinar abertura de inquérito para investigar o presidenciável por injúria racial. À Rádio Bandeirantes esta manhã, o ex-governador do Ceará diz ter feito a alusão "defendendo os negros". "Capitão do mato é a pessoa que se presta ao serviço de perseguir os negros. Este jovem entrou na política dizendo que ia acabar com as cotas, com o dia da consciência negra. Todas as entidades que defendem a questão dos negros chamam ele de capitão do mato", criticou.

Ciro também foi questionado sobre a declaração dada ontem, em que chamou de "filho da p..." o promotor responsável por abrir a investigação sobre o caso durante evento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), na capital paulista. "Num ambiente democrático ele pode defender o que quiser e eu posso criticá-lo. Eles me chamam de coronel todo dia por quê? Porque sou nordestino. E eu vou judicializar isso? Deixe que eu cuido da política e o MP, por favor, vá cuidar das facções criminosas aqui em São Paulo, e não dessas baboseiras da política. Quer aparecer, por favor, bote uma melancia no pescoço", frisou.

Ontem, na Abimaq, Ciro criticou a abertura do inquérito. "Um promotor aqui de São Paulo agora resolveu me processar por injúria racial. E pronto, um filho da p... desse faz isso", afirmou. O pedetista reclamava do ativismo judiciário sobre os demais poderes.

Hoje, o MP-SP divulgou nota defendendo a prerrogativa da instituição de investigar o caso e afirmou que "os termos com os quais o investigado referiu-se à promotora são completamente inapropriados". "Compete ao conjunto dos promotores de Justiça, nos termos do artigo 127 da Carta Magna, defender a ordem jurídica e o regime democrático. E esse trabalho continuará sendo feito com a mais absoluta serenidade, levando-se em conta rigorosos parâmetros de profissionalismo, técnica e impessoalidade", diz a nota.