Líder do PT no Senado diz que FHC age como um 'líder de torcida'

Política

Líder do PT no Senado diz que FHC age como um 'líder de torcida'

De acordo com o líder petista, o ex-presidente, que se manifestou por meio de uma rede social um dia depois das manifestações contra Dilma em todo o País, age como um "líder de torcida"

Redação Folha Vitória
O líder do PT no Senado classificou a declaração de FHC como um "grave equívoco" Foto: Agência Brasil

São Paulo - O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), criticou nesta segunda-feira, 17, a postura do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que sugeriu que a presidente Dilma Rousseff renunciasse ao cargo. De acordo com o líder petista, o ex-presidente, que se manifestou por meio de uma rede social um dia depois das manifestações contra Dilma em todo o País, age como um "líder de torcida".

"Do ex-presidente, se esperava uma posição de estadista. No entanto, ao invés disso, ele age como líder de torcida", disse Costa. Para o senador, se Fernando Henrique acredita que todo presidente que passa por uma crise deve renunciar ao cargo, ele deveria ter tomado essa atitude quando estava no poder e enfrentou denúncias relativas ao escândalo da compra de votos para a reeleição e às privatizações - além dos índices de baixa popularidade que teve após ser reeleito, em 1998.

O líder do PT no Senado classificou a declaração de FHC como um "grave equívoco", "demonstração de ressentimento e inveja" e que revela uma "pequenez política" por parte do tucano.

"A fala dele revela uma pequenez política porque um ex-presidente deveria estar contribuindo para melhorar o País. Ele deveria mostrar uma postura de estadista mas está parecendo mais um chefe de torcida", disse.

Singer

André Singer, cientista político e ex-porta-voz do governo Lula, disse ontem não compreender as falas de lideranças tucanas dando apoio ao impeachment, em especial a manifestação de FHC.

"A presidente tem dito diversas vezes que não vai renunciar, o que a meu ver é correto, ela tem mandato e o mandato dela é legítimo", disse ao argumentar que atualmente não há embasamento legal para um processo de impeachment. Para ele, qualquer movimentação de afastamento de Dilma neste momento seria um "golpe branco".