Gerson Camata é homenageado com criação de comenda na Câmara de Vitória

Política

Gerson Camata é homenageado com criação de comenda na Câmara de Vitória

Votação na Casa de Leis acontece na mesma semana em que o assassino confesso de Camata vai à júri popular

Foto: TV Vitória

A Câmara de Vitória aprovou a criação da Comenda Gerson Camata, durante sessão extraordinária nesta quarta-feira (4). 

Segundo o projeto, a comenda será concedida a personalidades e instituições, nacionais ou estrangeiras que se tenham distinguido pela notoriedade por serviços de excepcional relevância prestados à comunidade espírito-santense. 

A votação na Casa de Leis acontece na mesma semana em que o assassino confesso de Camata vai à júri popular. 

Julgamento

O julgamento  do réu começou nessa terça-feira (04), no Fórum Criminal de Vitória. Marcos Venício Moreira Andrade foi o último a prestar depoimento. Apesar de confessar o crime, o acusado negou que teria o objetivo de matar o político.

O réu disse que tentou se aproximar de Gerson Camata por diversas vezes para explicar as denúncias que foram feitas contra ele, mas que sempre era recebido com agressividade pelo ex-governador.

Todas as sete testemunhas de acusação e as quatro de defesa foram ouvidas. Inicialmente, seriam cinco de defesa, mas uma delas foi dispensada. O julgamento foi retomado na manhã desta quarta-feira (4). 

RELEMBRE O CASO 

Era 26 de dezembro de 2018, por volta de 17 horas, quando câmeras de videomonitoramento registraram o ex-governador Gerson Camata perto de uma banca de jornal.

Instantes depois, Marcos Venício chega e eles têm uma breve discussão. Camata parece tentar ir embora. De repente um disparo. O ex-governador reaparece na imagem ferido, após ser atingido por um tiro no peito. O socorro foi chamado, mas não houve tempo. Camata morreu nesta calçada.

Marcos Venício Moreira Andrade foi preso e confessou o crime. Desde então, está à espera de um julgamento. O réu trabalhou com Camata como assessor por 19 anos.

A linha de investigação do Ministério Público aponta que o motivo do crime foi financeiro. Camata moveu uma ação contra o ex-assessor por calúnia e difamação, e teve uma conta bloqueada pela justiça.