Foi tremenda coincidência prisão de Palocci após fala de Moraes, diz Brasil Limpo

Política

Foi tremenda coincidência prisão de Palocci após fala de Moraes, diz Brasil Limpo

Redação Folha Vitória

Ribeirão Preto - O engenheiro Marcos Spinola, líder do movimento Brasil Limpo em Ribeirão Preto (SP), afirmou nesta segunda-feira, 26, ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), que foi uma "tremenda coincidência" a prisão do ex-ministro Antonio Palocci após a visita do ministro da Justiça Alexandre de Moraes à cidade paulista, no domingo, 25. Em um evento de campanha do deputado federal Duarte Nogueira (PSDB) à prefeitura local, Moraes declarou a membros do Brasil Limpo que uma nova fase de Operação Lava Jato iria ocorrer esta semana. Palocci, ex-prefeito de Ribeirão Preto, foi preso na 35ª fase da operação, na manhã desta segunda.

"Eu acho tremenda coincidência. O ministro para vir fazer apoio a um candidato depende de uma agenda complexa. A questão da prisão foi mera coincidência", frisou Spinola.

Segundo ele, na conversa que tiveram com Moraes, o ministro foi cobrado pela continuidade da Lava Jato. "Aproveitamos a vinda de um ministro da Justiça, pedimos a ele o que defendemos há dois anos: que, por favor, o Brasil precisa que o senhor dê total continuidade à Operação Lava Jato", emendou.

O líder do Brasil Limpo considerou ainda como uma "vitória" a prisão de Palocci, "que faz valer a pena termos ido às ruas", na série de protestos contra a corrupção e pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. "Ribeirão Preto já conhecia a história do Palocci e, no governo federal ele conseguiu escapar, com o arquivamento de processos, deixando de fora a investigação", concluiu.

Já o PT de Ribeirão Preto ainda procura digerir a prisão do maior líder do partido na história da cidade e também de Juscelino Dourado, que foi secretário de Palocci e um dos principais assessores do ex-ministro quando ele governou o município.

O presidente municipal do partido, vereador Jorge Parada (PT), procurado na manhã desta segunda, adotou o silêncio. Um assessor atendeu o celular do vereador e informou que ele estaria em uma reunião, que não poderia comentar no momento e que ligaria mais tarde, o que ainda não ocorreu.