Forças Armadas estão prontas para atuar nas eleições do Rio, diz Jungmann

Política

Forças Armadas estão prontas para atuar nas eleições do Rio, diz Jungmann

Jungmann afirmou que dentro dos limites orçamentários da pasta há disposição em colaborar com logística e controle, mas a presença das tropas depende da autorização do presidente

Redação Folha Vitória
Jungmann afirmou que as tropas estão prontas para garantir o processo de votação  Foto: Divulgação

A permanência das Forças Armadas no Rio de Janeiro após o período de eleições municipais dependerá de autorização do presidente Michel Temer, caso haja um pedido formal do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse nesta quarta-feira, 14, o ministro da Defesa Raul Jungmann, depois de participar do Fórum Nacional, na sede do BNDES, no Rio. Jungmann afirmou que as tropas estão prontas para garantir o processo de votação e apuração das eleições municipais no Rio de Janeiro.

Na semana passada, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, se reuniu com Jungmann e com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para tratar do tema da segurança do Rio, que enfrenta grave crise e decretou estado de calamidade financeira às vésperas da Olimpíada.

Jungmann afirmou que dentro dos limites orçamentários da pasta há disposição em colaborar com logística, inteligência e capacitação e controle, mas a presença das tropas depende da autorização do presidente da República a partir de um apelo formal do governador.

"Pessoalmente não sou a favor do emprego prolongado das Forças Armadas (na segurança dos Estados). A GLO (Garantia da Lei e da Ordem) é um instrumento excepcional e por tempo limitado. Questão de segurança deve ser resolvida na segurança", disse, explicando que um soldado não tem formação policial e que a sua pasta tem que defender os interesses e soberania do País.

Operação Hashtag

O ministro disse que as prisões decretadas na Operação Hashtag, de combate ao terrorismo, poderão ser prorrogadas pela Justiça. Segundo ele, tudo depende da atuação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, que estão à frente da operação. Em sua avaliação houve evidências da necessidade dessas prisões no início da operação, com a caracterização de atos preparatórios de terrorismo.