Período de defeso do camarão no Estado deve ser unificado, segundo Ministro do Meio Ambiente

Política

Período de defeso do camarão no Estado deve ser unificado, segundo Ministro do Meio Ambiente

Atualmente, o Espírito Santo é o único Estado que possui dois períodos de proibição de pesca, entre 15 de novembro e 15 de janeiro e depois entre 1º de abril a 31 de maio, o que prejudica os pescadores

O período de defeso do camarão no Estado deverá passar por mudanças e ser unificado em breve. Solicitação antiga da comunidade pesqueira capixaba, o defeso da espécie deve passar a ser realizado entre 1º de dezembro até o final de fevereiro.

A solicitação para a mudança foi feita pelo deputado federal Lelo Coimbra (PMDB) ao ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, em reunião na última quarta-feira (18), em Brasília, que contou também com a presença do ex-superintendente da Pesca no Espírito Santo, Rafael Castro, e do diretor de Biodiversidade da pasta, Ugo Eichler Vercillo.

Atualmente, o Espírito Santo é o único Estado que possui dois períodos de proibição de pesca, entre 15 de novembro e 15 de janeiro e depois entre 1º de abril a 31 de maio, o que prejudica os pescadores.

“É uma conquista importante. O ministro Sarney Filho garantiu que a mudança no período do defeso já está aprovada pela área técnica. O Espírito Santo é o único no país que tem quatro meses de defeso divididos em dois períodos. O novo período foi definido em comum acordo entre os órgãos ambientais e pescadores”, informou Lelo.

No período do defeso do camarão e de outras espécies, os pescadores ficam proibidos de exercerem a atividade econômica para preservar a reprodução. Por isso, passam a ter direito ao pagamento do seguro defeso.

Restrição

Lelo também solicitou ao ministro a regionalização da pesca do camarão, “visando desta forma proteger os estoques do nosso Estado”. “A proposta dos pescadores capixabas, já analisada pela área técnica ambiental, visa à proibição da pesca de camarão por embarcações que não sejam do Espírito Santo. A medida é para impedir que embarcações do Rio de Janeiro e do Sul do país, principalmente, venham para o nosso Estado pescar camarões. Já temos a sinalização positiva do ministro para essa demanda também. Somente embarcações registradas no Espírito Santo poderão pescar camarão”, disse o deputado.

De acordo com Rafael Castro, o Espírito Santo tem pouco mais de 16 mil pescadores registrados e espalhados pelas 14 colônias do Estado, com uma frota de aproximadamente 3.500 embarcações, sendo 183 delas voltadas para a pesca de camarão.