Eleito deputado federal, Marcus Vicente defende privatização dos presídios

Política

Eleito deputado federal, Marcus Vicente defende privatização dos presídios

O parlamentar fala sobre as expectativas para o novo mandato, além do cargo que ocupará na Confederação Brasileira de Futebol, e as propostas para o desenvolvimento do esporte capixaba

Marcus Vicente foi eleito com 45.525 votos Foto: Divulgação

Advogado, natural de Ibiraçu, o presidente estadual do Partido Progressista, Marcus Vicente, foi eleito com 45.525 votos. Marcus Vicente se prepara para retornar à Câmara dos Deputados para exercer seu quarto mandato. Sexto entrevistado da série especial do Folha Vitória, o parlamentar fala sobre as expectativas para o novo mandato, além do cargo que ocupará na Confederação Brasileira de Futebol, e as propostas para o desenvolvimento do esporte capixaba. Confira:

Folha Vitória: Quais bandeiras o senhor pretende defender na Câmara dos Deputados?

Marcus Vicente: Eu defendo fundamentalmente um Estado menos interventor na vida do brasileiro, isso é uma filosofia de vida para mim. Quanto menos intervir, mais a economia vai andar com velocidade, ferrovia, hidrovia, aproveitamento dos rios navegáveis, que nós perdemos esse habito por falta de incentivo.Temos que privatizar esses serviços. O governo tem que cuidar de saúde, educação e segurança pública, o restante é o privado que tem de tomar conta, inclusive os presídios.

FV: O senhor também foi eleito para atuar na vice-presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no ano que vem. Vai ser possível conciliar a atividade com o mandato na Câmara?

MV: Elas não são incompatíveis porque o vice-presidente só assume se o presidente estiver impedido, meu cargo não é executivo. Não tenho que estar todos os dias na CBF, no máximo numa sexta ou segunda na reunião da diretoria. Já na Câmara meu horário é integral.

FV: Especificamente para o desenvolvimento do esporte capixaba, quais projetos o senhor pretende defender?

MV: A coisa mais importante que o futebol precisa é treinar e capacitar os seus dirigentes. Temos que treinar gestores de futebol, a Fifa implantou um modelo há 16 anos junto com a Fundação Getúlio Vargas e a Dom Cabral, e nosso futebol pode deixar de representar 0.2% do Produto Interno Bruto brasileiro para faturar R$12 bilhões. Se tivermos eficiência na gestão e no marketing, nós podemos chegar a 1.1%. Estou falando em nível de Europa. Aqui no Estado será construído um dos centros de treinamentos da FIFA. Para o futebol capixaba em si, é preciso capacitar novos gestores, dar visibilidade ao esporte, e buscar patrocinador. E aproveitar as áreas dos estádios capixabas como a Arena Sicoob e o Kleber Andrade.

FV: O que senhor espera da relação do governo federal com o Espírito Santo nesse novo mandato?

MV: A relação vai ser estreita da minha parte, tem que ter um pacto a favor do Espírito Santo. A relação tem que ser com o Estado e país. Somos a oitava força econômica do Brasil. Nós não temos que ter dificuldade nenhuma, o Brasil tem que devolver o que o Espírito Santo oferece para o país.

FV: Como o senhor avalia a gestão Casagrande?

MV: Foi uma gestão muito responsável e equilibrada, e deixou a marca de um grande governador.  Ele tem uma postura estadista, deixa as contas equilibradas, contas todas sanadas. A administração dele foi excelente em todos os pontos de vista. Valorizou muito o homem do campo, apesar das grandes tempestades, a perda do Fundaf, e a enchente que assolou o Estado. Ele foi um grande líder.

FV: O senhor pretende entrar na disputa pela coordenação da bancada?

MV: Não pensei em nada ainda, acho que isso tem de ser consensual. Somos em 13, e isso tem que ter consenso, não podemos ter disputa.

FV: Durante a campanha eleitoral, o senhor esteve em palanque oposto ao do governador eleito Paulo Hartung. Como fica essa relação a partir de agora?

MV: Estou à disposição do governador. Nossa relação será institucional, eu tenho que trabalhar pelo Espírito Santo.

FV:O senhor abriria mão do mandato na Câmara para disputar a prefeitura de Ibiraçu? Como o senhor analisa esse cenário?

MV: Não!

FV: Em entrevistas à imprensa local, o deputado Nilton Baiano chegou a afirmar que o senhor teria proposto ao presidente nacional do PP que só seria candidato caso tivesse a presidência do partido nas mãos. Houve isso mesmo?

MV: O resultado da eleição foi em 05 de outubro. Quem me conhece na vida pública sabe que eu não usaria dessas artimanhas, isso tudo já passou e agora é vida nova. Temos dois estaduais eleitos e um federal, há uma coesão do partido que foi reformulado.

FV: Como está a relação do senhor com o deputado Nilton Baiano atualmente?

MV: Não tenho nenhuma relação com ele, estamos em lados opostos. Eu fui coerente com o governador, e ele decidiu apoiar outro governo. Ficamos onde sempre estivemos, com Casagrande.