Max Filho fala sobre desafeto político e afirma estar preparado para ajudar o ES

Política

Max Filho fala sobre desafeto político e afirma estar preparado para ajudar o ES

Eleito com mais de 91 mil votos, Max Filho, agora, ocupando uma vaga na Câmara Federal, pretende levantar a bandeira de combate a corrupção e impunidade

Max Filho obteve mais de 91 mil votos nesta eleição Foto: Divulgação

Vereador aos 20 anos, Max Freitas Mauro Filho (PSDB) construiu sua carreira política no município onde nasceu e cresceu: Vila Velha. Formado em Administração e em Direito, Max foi vereador, deputado estadual e prefeito de Vila Velha por dois mandatos consecutivos. Nas eleições deste ano, saiu vencedor das urnas ao disputar uma vaga para deputado federal.

Eleito com mais de 91 mil votos, Max Filho, agora, ocupando uma vaga na Câmara Federal, pretende levantar a bandeira de combate a corrupção e impunidade. Antigo desafeto do governador eleito Paulo Hartung (PMDB), o ex-prefeito é discreto ao falar sobre a situação. Entre os cotados para disputar as eleições municipais em 2016, Max Filho prefere a cautela na hora de responder se é um possível candidato ao Executivo de Vila Velha.

Confira a entrevista exclusiva ao Folha Vitória

Folha Vitória: Com mais de 91 mil votos, o senhor foi o único deputado federal eleito pelo PSDB, o que lhe dá peso político dentro do partido. Como isso pode ser avaliado? Após as eleições, o PSDB conta com um deputado federal, dois estaduais e um vice-governador. Como o senhor observa o crescimento da sigla no Estado?

Max Filho: O PSDB saiu fortalecido das eleições como um todo. Nosso candidato à Presidência (Aécio Neves) conseguiu mais de 51 milhões de votos. Hoje somos a maior oposição do país, vamos liderar a oposição, inclusive. Quero deixar claro que não faremos uma oposição raivosa como fez o PT no passado. Ao contrário, vamos dialogar em torno das mudanças que o Brasil precisar. Nossa oposição é pensando no bem do Brasil. Aqui no Espírito Santo, nosso partido viveu um momento muito positivo. Eu credito esta evolução ao presidente César Colnago. Toda a estratégia foi montada por ele. A minha avaliação do momento é essa: nós crescemos nessa eleição.

FV: Logo após a decisão do primeiro turno das eleições, o senhor afirmou que se o então candidato Aécio Neves saísse eleito do segundo turno, poderia entrar na disputa para ser o coordenador da bancada capixaba na Câmara Federal. O resultado nas urnas não foi o esperado. O senhor disputará a liderança?

MF: Não. Como o senador não ganhou, não acho que seja uma opção correta. Na minha opinião, com esse cenário, eu não seria o melhor nome para ser coordenador da bancada. Esse cargo é de quem faz a interlocução em nome da bancada com o Governo Federal. Na minha opinião, essa posição tem que ser assumida por alguém que tenha diálogo com o Governo. Não precisar necessariamente ser do PT, mas é importante que seja da base do Governo Federal.

FV: Um tema bastante recorrente nos últimos meses tem sido a reforma política. Qual a posição do senhor em relação a proposta?

MF: Eu defendo o pensamento do meu partido. O PSDB tem em seu estatuto a reforma política que defende, por exemplo, o voto distrital e o parlamentarismo, que inclusive é o modelo do PSDB. O voto distrital permite uma maior fiscalização por parte da população das ações dos parlamentares, o que reduz os custos das campanhas políticas.

FV: Prefeito duas vezes e votação expressiva nessas eleições no município de Vila Velha. Esses fatores credenciam o senhor a disputar a prefeitura canela-verde novamente em 2016?

MF: Eu venci como deputado federal. Meu desejo é fazer um bom mandato e exercer um bom trabalho na Câmara Federal. No momento estou preocupado com isso, não estou pensando em prefeitura ou qualquer outro cargo que não seja o meu de deputado federal. Um coisa é certa, com certeza em 2016 o PDSB terá o seu candidato.

FV: No período pré-eleitoral deste ano, o senhor foi contrário à aliança do partido com o palanque de Paulo Hartung (PMDB), e construiu sua candidatura de forma independente do governador eleito. Como fica a relação do senhor com o governador eleito?

MF: No passado eu e o Paulo Hartung tivemos divergências. Nesta eleição o César Colnago nos reaproximou. Encontrei com o Hartung e conversamos. É um governo que ainda vai assumir, terá desafios pela frente. Como deputado federal, tenho a responsabilidade de contribuir com o que estiver ao meu alcance em Brasília. Tenho que lutar pelo capixaba com o Governo Federal. Estou pronto para ajudar o governador eleito. Sou capixaba, amo o Espírito e qualquer diferença é deixada de lado para ajudar o Estado e o povo.