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“O governador eleito não está tratando desse tema agora”, diz Lelo Coimbra sobre cargos no Executivo

Política

“O governador eleito não está tratando desse tema agora”, diz Lelo Coimbra sobre cargos no Executivo

Lelo Coimbra, se prepara para assumir seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados. Cotado para assumir uma das pastas do Executivo, o parlamentar desconversa sobre o assunto

Lelo foi eleito para o terceiro mandato com 94.759 votos Foto: Divulgação

Conquistando 94.759 votos, o presidente estadual do PMDB, Lelo Coimbra, se prepara para assumir seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados. Sexto entrevistado da série especial do Folha Vitória, o deputado comenta as expectativas para o próximo ano, como a relação do governador eleito, Paulo Hartung (PMDB), com o governo federal. Lelo falou ainda sobre cenários para o PMDB na Grande Vitória, em 2016. Cotado para assumir uma das pastas do Executivo, o parlamentar desconversa sobre o assunto. Confira:

Folha Vitória: O que o senhor espera da relação da presidente Dilma Rousseff (PT) com o Espírito Santo, neste novo mandato? O fato do governador eleito Paulo Hartung (PMDB) ter ficado em palanque oposto não prejudicaria essa relação?

Lelo Coimbra: A minha expectativa é de que ela conduza essa relação de maneira republicana. Espero que ela saiba que o dinheiro que está em Brasília é do povo, e o povo precisa de respostas. O Paulo recebeu a candidata (Dilma) em 2010, declarou apoio, e isso não resultou em nada. Não é o fato de apoiar, ou de não ter apoio, que seja determinante nessa relação. Vamos fortalecer nossa capacidade de cobrar. Não queremos só a presença física da presidente, precisamos de retorno para a população em investimentos.

FV: Não teria faltado articulação da bancada para melhorar essa relação e resolver gargalos importantes para o Estado?

LC: A unidade da bancada é importante, mas outra coisa ainda mais importante é a militância do governador. A militância de Paulo Hartung, em seus oito anos de governo, reunia a bancada. O potencial de luta era maior. Nos últimos anos a presença do governo foi precária.

FV: Como presidente do PMDB, o que o senhor espera do posicionamento do governador eleito Paulo Hartung? Acredita que ela fará oposição ao governo federal?

LC: O resultado dessa eleição mexeu completamente com o país, e a presidente precisa dar as respostas econômicas que ela disse que seriam prometeu. Ela precisa escolher um ministro da Fazenda que saiba conduzir todos os processos. Além disso, precisa resolver essas questões envolvendo denúncias de corrupção. Esse caso da Petrobras, por exemplo, é um dos gargalos que ela precisa enfrentar. A presidente precisa distinguir sua relação como presidente dos brasileiros, que ela diz ser, da relação que ela mantém com o partido. Mas todos esses problemas não podem contaminar a nossa relação com o governo federal. Vamos buscar nossos caminhos, porque ficar de joelhos não resolve nossa questão.

FV: E quais bandeiras o senhor pretende defender neste novo mandato?

LC: Na área da educação, quero consolidar o Plano Nacional da Educação. Aplicamos 5,3% do PIB (Produto Interno Bruto) na educação em 2013, e queremos chegar a 10% até 2020. É algo que se não for monitorado, não será cumprido. Também defendo a redução das taxas para os terrenos de marinha. Não sei se conseguiremos a extinção, mas queremos reduzir em pelo menos dois terços os valores que são cobrados atualmente. Queremos mais benefícios sobre esse assunto. Também vamos cobrar as obras do aeroporto, as demandas das nossas rodovias federais, o contorno do Mestre Álvaro, na Serra, além das questões gerais.

FV: Especula-se que o senhor venha a ocupar um cargo no governo. Existem conversas nesse sentido? O senhor aceitaria?

LC: As especulações são compreensíveis por eu já ter cumprido funções no Executivo, por ter a primeira suplência, que também seria favorecida. Mas tudo isso não passa de especulações. O governador eleito não está tratando desse tema agora. Existem outros temas que estão sendo discutidos pela equipe de transição, como o déficit na saúde de R$ 600 milhões.  Não há movimentação sobre secretarias.Tenho a perspectiva de fortalecer o Estado com o meu mandato. Agora, o governador eleito tem o direito de ter comigo quaisquer conversas.

FV: O senhor tem acompanhado as análises financeiras da equipe de transição para o próximo ano? As questões orçamentárias o preocupam?

LC: A preocupação é muito intensa. Somos respeitados lá fora pelo que fazemos. A segunda preocupação é sobre o que foi feito com os instrumentos que foram deixados. Em 2003 recebemos o governo com R$1,3 bilhões em dívidas. Começamos com 1% de investimentos com recursos próprios, e  chegamos a 16%. O governo que entrou (Casagrande) recebeu R$ 1,6 bilhões sem comprometimentos. Além disso, tiveram os royalties do petróleo, e ainda recebeu R$ 3 bilhões quando o Fundap foi suspenso. Imaginar que hoje os empenhos estão sendo suspensos é algo preocupante.

FV: Como o senhor analisa o cenário para o PMDB em 2016 na GV? Já teriam possíves nomes para a prefeitura da capital?

LC: O partido tem nomes para todos os municípios. Seguramente estamos discutindo com muita atenção o nome do representante para disputar em Vitória. 

FV: Um desses nomes pode ser o do senador Ricardo Ferraço?

LC: O senador tem um bom mandato, é um bom nome. Quem exerce bons mandatos sempre é lembrado.