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Gandini entra com ação na Justiça para anular eleição antecipada da Mesa Diretora

Política

Gandini entra com ação na Justiça para anular eleição antecipada da Mesa Diretora

Deputado alega que muitos parlamentares sequer sabiam da realização do pleito e que eles tiveram apenas cinco minutos para formar chapas

Foto: Divulgação/Ales

O deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania) entrou, nesta segunda-feira (02), com um mandado de segurança na Justiça pedindo a anulação da eleição antecipada da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (Ales), que resultou na reeleição do atual presidente da Casa, Erick Musso (Republicanos), para o biênio 2021-2023. Segundo Gandini, muitos parlamentares sequer sabiam que a eleição ocorreria na última quarta-feira (27), mais de 450 dias antes do previsto.

Gandini foi um dos cinco deputados que votaram contra a chapa única, encabeçada por Erick Musso. Outros 24 votaram favoravelmente. Gandini classificou o processo como antidemocrático.

"Quem detinha a informação de que tinha eleição construiu uma chapa e ela ficou como chapa única, então não permitiu a participação de ninguém no processo. Eu alertei, inclusive no mesmo dia, ao presidente que estava dirigindo a Casa no momento, que a gente precisava de mais prazo", afirmou.

Pela regra, a próxima votação para eleger a Mesa Diretora da Ales deveria ocorrer no dia 1º de fevereiro de 2021, ou seja, daqui a mais de um ano. No entanto, no dia 25, os deputados aprovaram uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do próprio Erick Musso, que prevê que o presidente da Casa pode antecipar a eleição, definindo nova data.

Musso anunciou o pleito apenas dois dias depois da aprovação da PEC. Durante sessão extraordinária, os deputados tiveram apenas cinco minutos para a formação das chapas.

"Foi uma eleição surpresa, sendo que o prazo foi de cinco minutos para inscrever chapa, algo sem razoabilidade. Por isso, a gente decidiu ingressar com essa ação e estamos convocando toda a população a participar desse processo, porque a gente não quer ver o Estado regredir e passar pelos dias que passou lá atrás", frisou Gandini.

Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Davi Diniz, o Governo do Estado não concordou com a antecipação das eleições. Diniz afirma que houve tentativas, por parte do Executivo, de convencer os deputados a votarem contra.

"Houve um pedido a alguns parlamentares para tentar obstruir, tentar não fazer a votação, mas já estava consolidado. O Erick [Musso] já tinha conseguido todas as assinaturas que precisava para compor a chapa. Então não conseguimos demover a ideia dele fixa de fazer eleição naquele dia", lamentou o secretário.

A chapa eleita vai assumir apenas em 2021, com a seguinte composição: Erick Musso, como presidente; Marcelo Santos (PDT), 1° vice-presidente; Torino Marques (PSL), 2° vice-presidente; Adilson Espindula (PTB), 1° secretário; Freitas (PSB), 2° secretário; Marcos Garcia (PV), 3° secretário; e Janete de Sá (PMN), 4° secretário.

Além de Gandini, votaram contra a chapa os deputados Iriny Lopes (PT), Luciano Machado (PV), Dary Pagung (PSB) e Sergio Majeski (PSB). Theodorico Ferraço (DEM) não votou.