Síndrome Dolorosa Miofascial: pouco diagnosticada, mas frequente como causa de dor.

Sabe aquele paciente com dor e diagnósticos mais variados como tendinites, artrose, hérnia, condromalácia, entre outras e repetidas vezes vai ao consultório mantendo queixas mesmo após inúmeros tratamentos e que na maioria das vezes, os exames estão normais ou as alterações não justificam esse quadro álgico? Eles podem estar sofrendo com a síndrome dolorosa miofascial.

Essa síndrome é uma das causas mais frequentes do motivo e perpetuação da dor em pacientes com distúrbios ortopédicos, neurológicos, até oncológicos e outros, mesmo assim, pouco lembrada e com isso raramente diagnosticada como causa da dor.

A síndrome miofascial é uma disfunção a nível celular da musculatura estriada esquelética, que corresponde a cerca de 50% do peso corporal e são os músculos o primeiro alvo da sobrecarga das atividades de vida diária, as mesmas que levam aos mais variados diagnósticos médicos de dor. Muitas vezes, os músculos são esquecidos de como a fonte principal e de manutenção da dor.

O quadro clássico que caracteriza essa condição de dor são os pontos-gatilhos (PGs) miofasciais que são nódulos de banda tensa, palpável ao exame que causam a dor e reproduzem o quadro clinico que seria tipo: ponto gatilho na coxa que quando apertado a sensação álgica é referida no joelho.

Os fatores que desencadeiam os PGs são a sobrecarga e fadiga muscular devido ao excesso de trabalho, processos inflamatórios, nutricionais, metabólicas e traumas locais. Com isso, é gerado um processo anormal de liberação de substâncias no músculo responsável pela formação e manutenção do quadro clinico e de dor.

Qual é o quadro clínico?
Como consequência, surge a dor constante, em peso ou queimação, mal localizada, regional ou referida, a qual pode vir acompanhada de diminuição de amplitude de movimento articular, tensão muscular e fraqueza muscular.

Como é o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico, pela história e exame físico, lembrando que maioria das vezes a síndrome dolorosa miofascial é associado ao quadro de artrose, tendinopatias, hérnias, lesões ósseas e cartilagens. A utilização de termografia, recurso médico que capta o calor emitido pelo corpo, facilita a localização precisa e outros pontos que podem fazer parte do quadro de dor.

Qual o tratamento?
O tratamento é feito através inativação do ponto gatilho através de várias técnicas, como massagem, rolos, digitopressão, ultrassom, infiltrações e com a técnica consagrada na fisiatria, o agulhamento seco, que usa agulhas de acupuntura precisamente nos pontos fundamentais ao quadro clinico.

O sucesso do tratamento além da inativação do ponto gatilho passa pela correção de fatores causais e de manutenção dos nódulos, como sedentarismo e descondicionamento muscular, deficiências de vitaminas, minerais e hormônios, sono de má qualidade, assimetria corporal(perna maior que a outra), postura inadequadas e outros, caso contrário os PG voltam a ser ativos e doloridos.

Então se sua dor insiste em ficar um outro olhar é preciso.

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