
Roseani Sfalcin, de 55 anos, estava limpando a casa, em 2023, quando sentiu uma dor na mama esquerda. Ao parar para descansar, ela realizou o autoexame e sentiu um nódulo.
Rose, como é mais conhecida, é secretária de um consultório médico e sabia que precisava investigar aquela situação. A confirmação de câncer de mama veio pouco depois de a mãe receber o mesmo diagnóstico.
O da minha mãe foi na mama direita e o meu na mama esquerda. As duas tiveram a doença praticamente no mesmo ano.
Roseani Sfalcin, secretária
Tratamento e cirurgia
Logo após o diagnóstico, Rose deu início ao tratamento. Foram oito sessões de quimioterapia, 18 sessões do medicamento trastuzumabe — anticorpo essencial para o tratamento de cânceres de mama — 15 de radioterapia.
Para ela, este foi o momento mais difícil da trajetória, já que junto com a doença e o tratamento vêm os efeitos colaterais. “Foi uma parte difícil da história, já que, junto com a quimioterapia, vieram muitos momentos ruins. Mas eu consegui e eu venci isso tudo sozinha, já que não tinha ninguém junto comigo”, relembra.
Depois de alguns meses, Rose teve a mastectomia para retirada da mama direita marcada. Entretanto, poucos dias antes de entrar na sala de cirurgia, veio uma notícia inesperada, mas feliz.
“Quando a medica resolveu fazer uma ressonância da mama para ver como o tumor estava após o tratamento, ela veio com a surpresa de que tinha reduzido muito”, explica. “Por isso, não precisei fazer a mastectomia, só o quadrante para remover o tumor.”
Uma vida após o câncer

Hoje, Rose vive sem o câncer. Ela segue sendo acompanhada e aplicando todos os cuidados necessários, mas já voltou a trabalhar no consultório e deu início a um negócio próprio.
Segundo ela, sua experiência como paciente mudou a forma como ela lida com as pessoas e tem se tornado um diferencial no seu trabalho. “Essa é uma área muito desgastante e receber um diagnóstico não é fácil. Como eu estive no papel de paciente, tenho uma visão muito diferente de acolhimento”, disse.
Apesar de representar um período difícil em sua trajetória, Rose explica que o diagnóstico mudou seu estilo de vida e a forma como enxerga as coisas à sua volta. Para ela, existe uma vida antes do câncer e uma depois.
Essa é a minha história de superação. Uma história às vezes um pouco triste, mas às vezes um pouco boa e é isso que levo comigo para a vida após o câncer.
Roseani Sfalcin, secretária