
Em um mercado cada vez mais competitivo, a busca por aperfeiçoamento deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência em praticamente todas as áreas profissionais. Na saúde, essa realidade é ainda mais evidente. Nas últimas duas décadas, o número de faculdades de medicina no Brasil mais que triplicou, saltando para 448 escolas em 2025, com cerca de 48 mil novos médicos formados por ano, segundo dados do setor.
Esse crescimento acelerado, no entanto, não foi acompanhado pela ampliação proporcional das vagas em programas de residência médica, considerados o padrão ouro da especialização. “A residência médica tornou-se um verdadeiro passaporte para a inserção segura no mercado. O médico generalista já não encontra as mesmas oportunidades de antes”, destaca o médico Pedro Peçanha, um dos sócios do MedPlus, curso preparatório para provas de residência médica.
Concorrência
A concorrência é ainda mais intensa na região Sudeste, onde se concentram os principais centros hospitalares e programas de excelência do país. No Espírito Santo, especialidades de acesso direto como Dermatologia, Anestesiologia e Psiquiatria frequentemente ultrapassam a marca de 100 candidatos por vaga. “O estado forma cerca de 1.300 médicos por ano, mas oferece aproximadamente 580 vagas de residência, o que evidencia uma disputa real e crescente”, ressalta Peçanha.
A adesão da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), por meio do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), ao Exame Nacional de Residência (ENARE) também impactou diretamente esse cenário. “Com o ENARE, a disputa pelas vagas do Espírito Santo se nacionalizou. Hoje, candidatos de todo o Brasil concorrem sem precisar se deslocar para a primeira fase, o que elevou significativamente o nível da concorrência”, explica.
Outro ponto de destaque é a diferença entre residência médica e pós-graduação. Enquanto a residência exige 60 horas semanais de treinamento em serviço e garante ao médico o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), a pós-graduação lato sensu é majoritariamente teórica. “Sem o RQE, o profissional é impedido pelo Código de Ética Médica de se anunciar como especialista, mesmo tendo feito uma pós”, alerta Peçanha.
Cursos preparatórios
Diante desse contexto, a preparação estratégica se tornou indispensável. O MedPlus surgiu com a proposta de oferecer um modelo diferenciado no Espírito Santo. “Somos o primeiro curso totalmente concebido no estado com foco no ensino presencial, algo raro em um mercado dominado por cursos online. A presença em sala garante maior retenção do conteúdo e suporte emocional ao aluno”, afirma o sócio.
Além das aulas presenciais, o curso adota um modelo híbrido, com plataforma digital para resolução de questões e acompanhamento de desempenho, e já prepara os médicos para futuras exigências do mercado, como o Exame de Proficiência. “Nosso objetivo é qualificar o médico para conquistar a vaga de residência desejada e construir uma carreira sólida, à altura das novas demandas da medicina brasileira”, conclui Peçanha.