Imagem: Divulgação/UFRJ
Imagem: Divulgação/UFRJ

Luiz Otávio Santos Nunes, de 19 anos, é mais um pacientes que apresentou resultados positivos após o uso da polilaminina, substância que age na regeneração de lesões medulares. Ele ficou tetraplégico após um acidente com arma de fogo em outubro de 2025.

A aplicação aconteceu há seis dias, por ordem judicial, em um hospital militar de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O caso do jovem é diferente do padrão adotado nos procedimentos anteriores, já que ocorreu 110 dias após o acidente.

Luiz Otávio relatou, em um vídeo publicado nas redes sociais, que seu corpo já apresentou algumas manifestações positivas, após o uso do medicamento que está em fase de testes.

Após o recebimento da proteína, consegui ver pela primeira vez o nervo da minha perna movimentar quando minha mente queria fazer esse movimento.

Luiz Otávio Santos Nunes, de 19 anos

Inicialmente, o grupo de pesquisa da substância, liderado pela professora doutora Tatiana Sampaio, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), havia determinado uma janela terapêutica de 72 horas para o uso do tratamento. Entretanto, com os recentes resultados, os pesquisadores resolveram estender o atendimento para até três meses após o trauma.

13 pessoas já receberam o tratamento no país

Treze paciente já receberam o tratamento Brasil, sendo três do Espírito Santo.

O primeiro capixaba a receber a polilaminina foi um homem, de 37 anos, que se acidentou durante um evento de motocross no interior do estado. Uma ordem judicial determinou a aplicação, realizada no dia 13 de dezembro.

Já o segundo foi um jovem, de 24 anos, que bateu a cabeça durante um mergulho em uma cachoeira, em Santa Leopoldina, na região Serrana. A aplicação aconteceu no dia 6 de janeiro e, menos de duas semanas depois, ele começou a recuperar os movimentos.

O terceiro caso foi de um idoso, de 70 anos, que caiu de um telhado enquanto realizava uma manutenção, em Vitória. A medicação foi aplicada durante o dia 17 de janeiro.

O que é a polilaminina

A polilaminina é uma proteína produzida por diversos animais, inclusive pelos seres humanos, e está envolvida em diversas atividades biológicas no organismo. No caso do estudo, será utilizada a laminina, substância que forma a polilaminina, extraída de placenta humana.

Ela se mostrou capaz de restabelecer a medula espinhal em pacientes lesionados na medula. Além disso, ela auxilia na recuperação de movimentos do corpo em casos de paraplegia ou tetraplegia.

Estudos clínicos para avaliar a segurança do uso da polilaminina no tratamento foram autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início de janeiro.

*Com informações da Folha de São Paulo.

Aline Gomes

Repórter

Jornalista pela Universidade Federal de Viçosa e estudante de Publicidade e Propaganda na Unopar, atuou como head de copywriting, social media, assessora de comunicação e analista de marketing. Atua no Folha Vitória como Editora de Saúde desde maio de 2025.

Jornalista pela Universidade Federal de Viçosa e estudante de Publicidade e Propaganda na Unopar, atuou como head de copywriting, social media, assessora de comunicação e analista de marketing. Atua no Folha Vitória como Editora de Saúde desde maio de 2025.