Varicocele acomete os testículos e pode causar infertilidade

Saúde

Varicocele acomete os testículos e pode causar infertilidade

Problema acomete 35% dos homens com infertilidade primária e 80% com infertilidade secundária

Foto: varicocele

A Varicocele é a dilatação das veias dos testículos (espermáticas) e pode estar presente em até 30% da população masculina em geral. Acomete preferencialmente o lado esquerdo e pode aumentar de volume com o tempo. Muitas vezes é assintomática e pode ser detectada no autoexame, em uma consulta de rotina durante exame físico dos genitais ou em exames de imagem, como ultrassom. 

De acordo com o urologista Marco Aurélio Lipay, quando sintomáticas, podem ser identificadas em razão de dor e aumento do volume do escroto, diminuição do volume testicular, formação de varizes e nas investigações para fertilidade masculina. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), é a causa mais comum, conhecida e tratável de infertilidade masculina, acometendo perto de 35% dos homens com infertilidade primária e 80% com infertilidade secundária.

Nem sempre é necessário tratar uma varicocele. No entanto, considera-se o tratamento quando há:

• Orquialgia (dor testicular);

• Atrofia testicular;

• Infertilidade para posterior aplicação de técnica de reprodução assistida in vitro (FIV).

"A opção de tratamento é cirúrgica, conhecida como varicocelectomia, procedimento via inguinal que visa abordar as veias varicosas do cordão espermático", disse o médico.  A SBU, em seu consentimento informado, menciona que o tratamento proposto pode resultar em algumas situações como:

• Ausência de melhora do espermograma, quando a indicação da cirurgia objetivar o tratamento da infertilidade;

• Recidiva da varicocele, requerendo novo procedimento cirúrgico;

• Aparecimento de hidrocele (água no escroto) após a cirurgia;

• Infecção;

• Lesão venosa (arterial).

De acordo com o urologista, o tratamento cirúrgico, realizado sob efeito anestésico e ambulatorial, necessitará de um repouso relativo de atividades físicas, analgésicos e ausência de atividade sexual nos primeiros dias, entre outros cuidados, principalmente com a ferida cirúrgica.

"Caso note alguma anormalidade no órgão, é preciso conversar com um médico urologista, ele saberá avaliar o seu problema e indicar a melhor forma de tratamento", alertou Marco Aurélio Lipay.