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Melanoma não se desenvolve a partir de uma pinta existente, mostra novo estudo clínico

Saúde

Melanoma não se desenvolve a partir de uma pinta existente, mostra novo estudo clínico

Nova tecnologia que analisa toda a superfície da pele permite visualizar alterações pouco perceptíveis a olho nu. Diagnosticando rapidamente o câncer de pele.

Larissa Agnez

Redação Folha Vitória
Foto: Divulgação
Inteligência artificial não pode substituir a inteligência humana e a experiência na detecção do câncer de pele.

O estudo "Man against Machine", conduzido no Hospital Universitário de Heidelberg, comprovou que o melanoma não se desenvolve a partir de uma pinta existente, mas ele aparece como novos pontos principalmente em uma pele aparentemente saudável. O estudo é contrário a opinião da maioria dos especialistas. 

Na maioria dos casos, o câncer de pele começa com um ponto pouco perceptível, muitas vezes com apenas um milímetro de tamanho, que pode, no entanto, conter células malignas. "São precisamente essas lesões extremamente pequenas que acabam frequentemente negligenciadas em um exame dermatológico clássico", dizem especialistas do estudo. 

Contudo, foi criada uma nova tecnologia que analisa toda a superfície da pele em alguns minutos e ainda permite visualizar alterações na derme que são pouco perceptíveis a olho nu, essencial para o diagnóstico precoce e tratamento adequado do melanoma. 

Tecnologia

A dermatoscopia corporal total é o nome do método pelo qual toda a superfície da pele é fotografada com uma câmera especial em um sistema de flash sem reflexos e com altíssima resolução. Isso resulta em imagens clínicas extremamente brilhantes que permitem ao médico ampliar a foto de corpo inteiro a tal ponto que a estrutura microscópica de uma lesão já é visível na imagem panorâmica. 

O médico recebe suporte visual do software totalmente automático, que identifica rapidamente as lesões existentes na pele em toda a imagem corporal e as organiza de acordo com sua relevância. Desta forma, o médico pode rapidamente localizar as lesões visualmente, sem ter que examinar cada uma individualmente usando um dermatoscópio. 

Apenas as poucas pintas que são atípicas ou suspeitas são analisadas com o dermatoscópio digital. Isso leva a consideráveis economias de tempo e permite a detecção até das menores anormalidades: um fato que pode salvar vidas em casos extremos. Em qualquer caso, há uma redução considerável no tempo de espera para o diagnóstico e, também, diminui o tempo de incerteza e ansiedade para médicos e pacientes. Além disso, este método reduz a excisão por vezes dolorosa de uma ou mais amostras de tecido.

Vantagens 

Para os pacientes, o uso do Mapeamento Corporal Total Automatizado em combinação com IA significa maior confiabilidade na detecção precoce do câncer de pele. “Comparado à abordagem mais intuitiva de um médico, que também leva em conta o histórico do paciente ou a predisposição genética em seu diagnóstico, o algoritmo é absolutamente objetivo em sua análise”, explica Kathrin Niemela, da FotoFinder (empresa criadora da tecnologia).  

“Quanto maior, melhor e mais original a base de dados, mais inteligente o sistema se torna em um curto período de tempo, graças a um treinamento contínuo. No entanto, a inteligência artificial não pode substituir a inteligência humana e a experiência na detecção do câncer de pele: no final, é sempre o médico que decide o que fazer", finalizou Niemela.