Especialista alerta para aumento de casos da Síndrome de Burnout

Saúde

Especialista alerta para aumento de casos da Síndrome de Burnout

Pressão no home office, incertezas com o futuro e o medo da demissão faz com que os trabalhadores aumentem o nível da tensão e desenvolvam doenças

Larissa Agnez

Redação Folha Vitória
Foto: Divulgação
Condição indica estado de exaustão vital relacionado ao trabalho.

Segundo dados da International Stress Management Association, 33 milhões de brasileiros sofrem da Síndrome de Burnout e muitas delas viram seu quadro se agravar durante a pandemia. A pressão no home office, as incertezas com o futuro e o medo da demissão faz com que os trabalhadores estejam mais propensos ao desenvolvimento de doenças, devido a sobrecarga física e mental. 

Entre as síndromes ocupacionais, a mais citada na atualidade é a de Burnout. Uma condição já incluída na nova classificação internacional de doenças (CID). Ela se refere a um estado de exaustão vital relacionado ao trabalho.

Segundo o professor Dr. Marcelo Valio, especialista em direito dos vulneráveis, a Síndrome de Burnout "é angustiante, incapacitante para o trabalho e para o convívio social do indivíduo, gerando prejuízos tanto individuais quanto sociais, sendo considerada uma doença de etiologia complexa relacionada ao trabalho".

O especialista destaca que Pesquisas recentes demonstram que 33% dos trabalhadores brasileiros sofrem de Burnout e este número tem aumentado muito durante a pandemia. Marcelo Valio, que é especialista em casos de pessoas com deficiência, doenças genéticas e síndromes, destaca que é preciso buscar ajuda o quanto antes. 

Sintomas

Exaustão Emocional (EE): é caracterizada pelo fato da pessoa encontrar-se exaurida, esgotada, sem energia para enfrentar um outro projeto, as outras pessoas e incapaz de recuperar-se de um dia para o outro. Evidenciam, desse modo, a experimentação psico-física do indivíduo no limite de suas forças.

Despersonalização (D): é caracterizada pelo fato da pessoa adotar atitudes de descrença, distância, frieza e indiferença em relação ao trabalho e aos colegas de trabalho. A despersonalização evidencia, nesse sentido, que Burnout não é somente a síndrome do profissional exausto, mas também do profissional indiferente e descomprometido em relação às pessoas com quem trabalha.

Diminuição da Realização Pessoal (DRP): é caracterizada pelo fato da pessoa experimentar-se ineficiente, incapaz e certa de que seu trabalho não faz diferença.

Acometidos

Entre as profissões mais acometidas por esta nova epidemia laboral estão: policiais, professores, jornalistas, médicos e enfermeiros, entre outros.