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Oito informações que você precisa saber sobre os métodos anticoncepcionais

Saúde

Oito informações que você precisa saber sobre os métodos anticoncepcionais

Eles podem falhar? Existe um método mais seguro? Especialista esclarece principais dúvidas!

Foto: Divulgação
Preservativo é a melhor opção quando o objetivo é evitar a gravidez e prevenir doenças sexualmente transmissíveis. 

Segundo relatório publicado pelo Departamento da Organização das Nações Unidas (ONU) para Assuntos Econômicos e Sociais, Tendências do Uso de Métodos Anticoncepcionais no Mundo, 64% das mulheres em um relacionamento estável usam métodos anticoncepcionais. 

No Brasil, o público feminino que usou algum tipo de método contraceptivo chegou a 79% em 2015, contra cerca de 51% em 1970. “O uso de anticoncepcionais auxilia na prevenção de uma possível gravidez indesejada, ajuda a manter o ciclo menstrual regulado e proporciona alguns benefícios à saúde da mulher, por isso esse aumento durante os anos”, revela Renato de Oliveira, ginecologista e infertileuta da Criogênesis.

Apesar de ser um assunto muito discutido, algumas questões ainda precisam ser esclarecidas. Abaixo, o especialista separou as principais dúvidas dos métodos contraceptivos.

Existe um método contraceptivo mais efetivo?

Se pensarmos em relação a evitar gravidez e prevenir doenças sexualmente transmissíveis, o preservativo é uma boa opção. Se considerarmos apenas o fato de evitar gravidez, o anticoncepcional oral, combinado ou não, é uma excelente opção também para controle do ciclo e melhora da oleosidade da pele e acne.

Os injetáveis propiciam a praticidade de aplicações mensais ou trimestrais; porém, a aversão às picadas pode ser um fator que diminua a adesão destas pacientes. Anel vaginal é um método efetivo, mas com resistência de muitas pacientes pela forma de uso. O adesivo também possui boa efetividade, no entanto, pode ocorrer uma perda desta se a mulher for obesa. Os dispositivos intrauterinos são rejeitados em uma pequena parcela das mulheres. Assim, antes de escolher o método, é necessário entender o propósito, a forma de uso do contraceptivo, além da adequação da paciente.

Qual a importância da utilização de métodos contraceptivos?

Além de prevenir a gravidez, o uso desses métodos ajuda a controlar o ciclo menstrual, além de aliviar a TPM e reduzir as cólicas e fluxo menstrual.

O anticoncepcional pode falhar?

Sim. Não existe nenhum método 100% e as chances de falhar aumentam se a mulher tiver náuseas e vômitos, diarreia, tomar bebida alcoólica, esquecer ou tomar fora do horário.

Usar um contraceptivo por muito tempo pode levar à infertilidade?

É muito importante frisar que os métodos hormonais não causam infertilidade. “A interrupção do método e o retorno dos ciclos menstruais sugere o retorno à fertilidade. O que causa infertilidade não é o fato de usar um anticoncepcional por 10 ou 15 anos por exemplo, mas ter 10 ou 15 anos a mais e a idade impacta na taxa de gravidez”, explica Dr. Oliveira.

Remédios podem contar o efeito do anticoncepcional?

Sim, podem. Dentre todos, deve-se destacar alguns antibióticos e antidepressivos. Portanto, informe sempre ao seu médico sobre o uso de remédios em paralelo.

Posso engordar utilizando os métodos contraceptivos?

Os métodos estão cada vez mais modernos e utilizam baixas doses de hormônios, causando o mínimo possível de transtorno em relação ao peso e, desde que não existam contraindicações, costumam ser bem tolerados. O que engorda é a alimentação, o sedentarismo e o passar do tempo com as modificações naturais do metabolismo.

É possível engravidar nos 7 dias de intervalo entre uma cartela e outra?

Não. Desde que a mulher tenha feito o uso correto, não existe nenhum momento fértil para que possa surgir uma gravidez.

Tem algum problema usar o medicamento para ficar sem menstruar?

A interrupção da menstruação com métodos anticoncepcionais, desde que não haja contraindicações, é considerada segura e deveria ser oferecida como uma opção para a mulher moderna. “No entanto, a escolha do método depende de critérios de elegibilidade definidos pela Organização Mundial de Saúde a fim de avaliar o risco para cada paciente. Assim, antes de iniciar qualquer método, procure seu ginecologista”, finalizou Renato.